Construindo uma estratégia de inovação para o Brasil

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Ao longo dos últimos anos ficou cada vez mais evidente a inovação como diferencial competitivo das nações. A atual situação de pandemia que vivemos teria efeitos muito piores: pense quantas inovações em conjunto permitiram transformar nossas residências em ‘cavernas eletrônicas’. Concordo com a afirmação de muitos ‘gurus’ que antevêm nesse processo uma realidade irreversível, mesmo após o fim da situação de pandemia.

Independentemente de quais sejam as mudanças que se tornarão mais generalizadas, só temos uma certeza: as mudanças vão continuar, e em ritmo cada vez maior. Assim, será exigido um esforço educacional cada vez maior, para que as pessoas possam acompanhar essa evolução, um esforço econômico para que essa evolução de fato beneficie as pessoas e as empresas, e, por último, um esforço de aperfeiçoamento individual: as súbitas mudanças no convívio social, trazidas pela pandemia, não apenas exigem suporte psicológico e emocional, mas o desenvolvimento de novos hábitos, que serão úteis nesse novo cenário.

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Ao longo das últimas décadas já alertamos por diversas vezes da necessidade de elaborar uma estratégia nacional de inovação para o nosso país, por meio da atuação nas entidades representativas do setor. Há cinco anos, iniciamos a formalização da BraFIP, entidade que congrega entidades para promover a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em colaboração. Porque ninguém é uma ilha no mundo moderno.

Construção Iniciada

Em 2019 iniciamos os trabalhos de criação de uma Agenda Estratégica de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, inspirada na metodologia desenvolvida pela União Europeia para alavancar o progresso dos países do Leste Europeu após o fim da União Soviética.

Esses trabalhos são conduzidos por um comitê que reúne, além de representantes das entidades empresariais, representantes da sociedade científica e acadêmica, além de representantes de diversos órgãos do governo federal. Ou seja, a chamada ‘triple hélice’ está formada. Ressalvamos, entretanto, que o comitê está aberto à adesão de novas entidades, organizações e órgãos de governo (de qualquer nível).

Os trabalhos desse comitê já geraram dezenas de reuniões virtuais (muito antes da pandemia) e algumas reuniões presenciais, em cidades diversas do país. O resultado desses trabalhos já possui um nível de maturidade para ser apresentado, avaliado e discutido com todos os interessados na questão.

Por essa razão, está sendo organizado um webinar no próximo dia 5 de maio, a partir das 10:00, para compartilhar e avaliar o andamento da iniciativa. Para participar, inscreva-se em https://tiny.cc/bsria2020.

Após a realização do webinar, compartilharei aqui mais detalhes sobre o processo utilizado, as comparações com diversos outros países, a estratégia desenvolvida para o Brasil, além das principais iniciativas a serem incluídas na proposta final, que deverá constar de um paper formal até o final deste ano de 2020.

Sobre o Autor

Tive uma carreira muito rica e variada, atuando profissionalmente e voluntariamente em diversos cargos: depois de estudante, fui funcionário de grandes multinacionais, fui professor e professor em diversos cursos particulares e públicos. Fui e ainda atuo como consultor, sempre fui um empreendedor (administrando empresas há décadas) e venho contribuindo há mais de três décadas de forma voluntária para uma variedade de atividades relacionadas a TI e organizações sociais, permitindo-me aprender muito sobre políticas públicas e culturas em mais de 50 países. Também sou autor de vários livros, em diversas áreas (incluindo TI, sociologia e espiritualidade).

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