Lei Geral de Proteção de Dados: como ela vai impactar o seu negócio

A preocupação com a proteção de nossas informações pessoais é uma realidade e um tema necessário a ser debatido.

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data-center-digital — Foto: Shutterstock

Que atire a primeira pedra quem nunca teve a sensação de ter a vida vigiada ou exposta na internet. Com acessos cada vez mais simplificados e interações que vão das redes sociais a aplicativos bancários, a preocupação com a proteção de nossas informações pessoais é uma realidade e um tema necessário a ser debatido. Foi neste cenário que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nasceu.

Sancionada em agosto do ano passado e prevista para entrar em vigor em fevereiro de 2020, destaca, entre outras questões, que empresas só poderão coletar ou compartilhar dados de seus clientes se estes permitirem.

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Com a LGPD, vazamentos de informações estarão sujeitos a penalidades severas, como multas que podem chegar a R$ 50 milhões.

Para garantir a proteção das informações, os negócios precisarão estar mais atentos não só ao seu formato de trabalho, mas à sua estrutura de tecnologia e armazenagem de dados. Protocolos de atuação, que garantam ao consumidor a autonomia sobre o que pode ou não ser divulgado e coletado precisam entrar em ação.

Data centers certificados e que garantam a segurança na armazenagem de dados serão cada vez mais indispensáveis. Um vazamento de informações devido a um ataque de hackers, por exemplo, pode comprometer o sigilo de diversos dados, colocando em risco toda a segurança de um negócio, resultando em multas e redução da confiança do consumidor.

Mais do que equiparar o Brasil a diversos países que já atuam com leis de proteção de dados, a LGPD muda um cenário que ainda está em crescimento e estabilização no Brasil. Não haverá mais espaço para atuações sem segurança nem margem para que empresas atuem sem se preocuparem com suas infraestruturas de tecnologia.

Se o seu negócio lida com dados do cliente, é preciso atenção. Sejam informações contidas em seu sistema de gestão, coletadas via site, rede social ou pesquisa, elas precisam estar protegidas. Investir em tecnologia será o caminho mais seguro para a adequação às novas regras e, principalmente, para conquistar a confiança do consumidor.

*José Henrique da Silva, diretor da Bludata.

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