Global Entrepreneurship Monitor (GEM) relata que região de melhor desempenho para o empreendedorismo feminino é a América Latina e o Caribe
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No Dia do Empreendedorismo Feminino (19 de novembro), há muito a comemorar, mas é também uma oportunidade para observar como as mulheres podem ser melhor apoiadas para terem êxito em pequenos negócios.
De acordo com o relatório do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2017/18, o índice de empreendedorismo feminino aumentou 6,6%, quando comparada aos mesmos 50 países que participaram da pesquisa em 2016 e 2017. Em comparação, o índice masculino aumentou 0,7%. Anteriormente, o relatório GEM 2017 com foco nas mulheres destacou que o empreendedorismo feminino aumentou 10%, globalmente, de 2014 a 2016.
Agora, em seu 19º ano consecutivo, o GEM obteve amplo reconhecimento como o estudo longitudinal do empreendedorismo de mais autoridade no mundo. Oferece informações valiosas para orientar futuras pesquisas e tomadas de decisões no âmbito das políticas, bem como o planejamento de intervenções que possam melhorar o empreendedorismo feminino.
Dentre as principais conclusões do relatório global de 2017/18, estão :
De acordo com o diretor-executivo do GEM, Mike Herrington, as mulheres empreendedoras contribuem significativamente para o crescimento e o bem-estar de suas sociedades, e oferecer a elas apoio mais direcionado trará retorno para o desenvolvimento econômico de qualquer país.
Ele, porém, alertou que as mulheres empreendedoras no mundo todo diferem mais do que se assemelham em termos demográficos, de atitudes e tipos de empresas que administram, e que as iniciativas de apoio às mulheres empreendedoras precisam ser adaptadas e personalizadas por economia, em vez da abordagem de modelo único para todas.
“A proporção entre a participação masculina e feminina no empreendedorismo em estágio inicial varia consideravelmente em toda a amostra de países do GEM, refletindo diferenças culturais e nas condições relativas à participação feminina na economia”, disse ele.
“Os dados do GEM indicam que, à medida que o nível educacional e de desenvolvimento aumenta, a participação empreendedora entre as mulheres diminui, e a diferença de gênero aumenta, mas os índices de descontinuidade também diminuem. Enquanto a taxa de descontinuidade feminina é maior que a dos homens, nas economias em desenvolvimento, embora apenas em cerca de 10%, menos mulheres em economias altamente desenvolvidas abandonaram os negócios, apenas dois terços do índice de homens”.
As recomendações de políticas do relatório GEM 2017/18 voltadas para a melhoria do empreendedorismo feminino incluem a necessidade de criar mais redes sociais e de apoio que sirvam como grupos de mentoria, consultoria ou assessoria para ajudar mulheres empreendedoras, bem como trabalhar para mudar estereótipos que podem estar restringindo as mulheres empreendedoras em determinadas regiões.
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