Suécia mantém pedido de prisão de Julian Assange

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Suécia mantém pedido de prisão de Julian Assange
Suécia mantém pedido de prisão de Julian Assange

Nesta sexta-feira (16/9), o Tribunal de Recurso da Suécia emitiu decisão sobre o recurso de Julian Assange para evitar sua extradição ao país – o resultado não trouxe novidades e o criador do polêmico site Wikileaks deve continuar asilado na Embaixada do Equador, em Londres, onde está confinado por mais de quatro anos.

O Wikileaks ficou conhecido por vazar documentos secretos de administrações diversos países. O mandado de prisão sueco acusa o líder de suposto assédio sexual. Porém, pode desencadear a extradição de Assange para os Estados Unidos, onde ele enfrentaria uma investigação sobre documentos publicados pelo site.

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A justificativa para a decisão foi de que “ainda há riscos de que Julian Assange fugir ou de outra forma escapar de processos judiciais ou de [enfrentar] uma penalidade”.

Vale ressaltar que a Organização das Nações Unidas (ONU) chegou a declarar que o mandado emitido pelo governo britânico para a prisão do australiano é ilegal e que a Suécia deveria indenizá-lo pelos anos de detenção.

Uma mensagem recentemente publicada pelo Wikileaks no Twitter sugere que a equipe jurídica de Assange irá recorrer novamente. 

Também por mensagem via microblog, Assange, por sua vez, se entregaria às autoridades caso libertassem Chelsea Manning, ex-militar transgênero dos Estados Unidos responsável pela liberação de documentos ao Wikileaks e que está cumprindo prisão pelo período de 35 anos por ato de espionagem. “Se Obama conceder clemência a Manning, Assange concordará com a prisão norte-americana em troca – apesar de sua clara ilegalidade”, diz a mensagem, publicada nesta quinta-feira (15/9).

À época em que o caso estourou na mídia, a acusada era conhecida como Bradley Manning, seu nome de batismo, e foi presa após liberar 750 mil documentos não secretos, mas que possuíam informações sensíveis sobre a força militar e diplomática do país.

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