IBM passa a aceitar pagamento com cartão de crédito nacional para contratação de infraestrutura de cloud

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IBM passa a aceitar pagamento com cartão de crédito nacional para contratação de infraestrutura de cloud
IBM passa a aceitar pagamento com cartão de crédito nacional para contratação de infraestrutura de cloud

Em setembro do ano passado, a IBM anunciou a abertura de um data center para contratação de cloud computing no Brasil. Instalado em Jundiaí, interior de São Paulo, o local é o primeiro totalmente dedicado a serviços de nuvem pública da SoftLayer. Esse foi o primeiro passo para a Big Blue ampliar sua estratégia para a nuvem. Agora, a empresa anuncia que passará a receber pagamento via cartão de crédito nacional com faturamento local para contratação de infraestrutura de cloud.

Paschoal D'Auria, diretor de Cloud Computing Brasil da IBM, explica que a novidade vem em resposta a uma demanda crescente. “Vimos que parte do mercado que busca cloud, não vê uso de fatura comercial e cartão de crédito internacional como alternativas. Então, abrimos para clientes diversas opções de pagamento”, comenta.

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Antes, a contratação da SoftLayer somente poderia ser realizada com cartão de crédito internacional e era faturada na SoftLayer, nos Estados Unidos. Esse processo gerava uma carga tributária de 51% no valor da contratação para cada cliente, inviabilizando a compra para muitas empresas, especialmente startups, pequenas e médias.

Com a novidade, o cliente terá somente de acessar o site Buy Cloud, clicar em SoftLayer e comprar o serviço, no mesmo estilo Amazon Web Services (AWS). “A nova forma, elimina a necessidade de burocracia de contratos complicados, aprovação de crédito e acaba com surpresas com o pagamento e a oscilação do dólar”, ressalta o executivo, acrescentando que os tributos caíram para 15,2% com o novo modelo. Outra novidade destacada por D'Auria é a possibilidade de pagar para comprar recursos da nuvem com PayPal. Essa opção, contudo, é em dólar.

Nas alturas
A IBM tem apostado forte na nuvem, e D'Auria indica que para este ano a empresa busca crescimento de três dígitos em cloud em solo nacional. O momento é, de fato favorável para a nuvem, uma vez que suas bandeiras são flexibilidade, escalabilidade e redução de custos, benefícios que se encaixam no cenário econômico atual.

A empresa não abre números locais, mas globalmente a receita com cloud computing em 2015 foi de US$ 10,8 bilhões. Segundo o último relatório financeiro da empresa, referente ao primeiro trimestre de 2016, a receita com nuvem entregue como serviço somou US$ 5,4 bilhões, aumento de 46% em comparação com igual período do ano anterior. “A adoção do modelo tem se mostrado bastante forte. O que vemos hoje é quando a empresa precisa de poder computacional ela prefere ir para a cloud”, observa o executivo.

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