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Muitos temem pela adoção de robôs em empresas, substituindo humanos nas mais diversas tarefas, roubando empregos. Mas a verdade é que eles podem agregar (muito) valor quando trabalham em conjunto com profissionais de carne e osso.
Na opinião de Matt Beane, Chief Human-Robot Interaction Officer na Humatics, questões como desigualdade de posições e salários podem diminuir, por exemplo. Em uma pesquisa realizada pelo executivo sobre o aumento do uso de robótica em cirurgias mostra, por exemplo, que a tecnologia pode ter impacto na formação cirúrgica e, como resultado, a qualidade de cirurgias futuras.
Mas como treinar profissionais com a introdução de robôs? Porque quanto mais tecnologia usada em uma sala de cirurgia, mais autonomia um médico possui e há menos intervenção de treinees, o que significa problemas na competência e legitimidade da profissão. Afinal, questiona Beane, “quem quer ser operado por um cirurgião que tenha visto um monte de cirurgia, mas feito muito pouco?”
Esse novo cenário levanta uma lição para o futuro do trabalho qualificado, ressaltada por Beane: “cirurgiões são um dos primeiros grupos de profissionais a integrar profundamente sistemas robóticos sofisticados em seus métodos, e como resultado, a cirurgia em si é radicalmente reconfigurada”, observa.
“Mas, como outros que já cruzaram essa linha – como pilotos – a corrida para integrar os sistemas robóticos de última geração pode obscurecer a necessidade para revisar métodos de treinamento para que humanos possam aprender a interagir ainda melhor em colaboração com esses sistemas”, encerra.
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