Entidades protocolam Carta Aberta em defesa da regulamentação do Marco Civil da Internet

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Entidades protocolam Carta Aberta em defesa da regulamentação do Marco Civil da Internet
Entidades protocolam Carta Aberta em defesa da regulamentação do Marco Civil da Internet

Preocupadas com o risco de o governo desconsiderar a regulamentação do Marco Civil da Internet por ter sido dos últimos atos praticados pela Presidente da República afastada, Dilma Rousseff, 22 entidades de defesa do consumidor, como a Prosteste – Associação de Consumidores e do direito à comunicação e ativistas, manifestam-se em Carta Aberta, pela manutenção do Decreto Presidencial nº 8.771/2016. O documento será protocolado na Casa Civil nesta quarta-feira (8/6).

Segundo as entidades, é injustificada qualquer revisão do decreto, “pois foi produto de amplos debates com representantes de toda a sociedade e traz elementos fundamentais para a aplicação do Marco Civil da Internet, reduzindo incertezas e inseguranças. Ele define diretrizes para a garantia da neutralidade da rede, parâmetros para a guarda de registros e dados”.

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Na Carta Aberta, as entidades pedem que seja reconhecida a importância e a validade do Decreto nº 8.771/2016 e mantida sua eficácia com o objetivo de garantir a aplicação dos princípios, fundamentos e objetivos do Marco Civil da Internet.

No documento, as entidades lembram que revisar o decreto implicaria necessariamente em um novo processo de consulta pública, para preservar o caráter democrático que respaldou sua edição.

Elas defendem a manutenção das garantias constitucionais e legais, cujos objetivos são a universalização dos serviços de acesso à internet e contra retrocessos quanto às conquistas legislativas alcançadas nos últimos anos.

A edição da Lei nº 12.965, de abril de 2014 – o Marco Civil da Internet – veio estabelecer direitos dos usuários dos serviços de conexão à internet, depois de um amplo e democrático processo de consultas públicas promovidas pelos Ministérios da Cultura e Justiça, assim como pelo Poder Legislativo e, portanto, reflete a conjugação das forças sociais e políticas dos agentes que atuam no setor.

O acesso à internet, conforme definido pelo Marco Civil, é um serviço relevante para o desenvolvimento social, econômico e cultural e por isso é essencial para o exercício da cidadania, devendo ser objeto de políticas públicas de universalização. A comunicação social e o direito à informação, assim como a utilização de diversos serviços públicos se dão pela internet, razão pela qual desempenha também papel estratégico para os poderes públicos.

De acordo com as entidades, trata-se, portanto, de serviço estratégico e de importante instrumento para o exercício da cidadania que viabiliza o Estado Democrático de Direito, especialmente quando estabelece seus pressupostos: a liberdade de expressão, a igualdade no tratamento no tráfego dos pacotes de dados e a privacidade.

Assinam a carta:

Proteste Associação de Consumidores

Access Now

Associação Software Livre.Org

Casa da Cultura Digital – Porto Alegre

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Cibercult: Laboratório de Comunicação Distribuída e Transformação Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ)

Clube de Engenharia

Coding Rights

Colaboratório de Desenvolvimento e Participação da Universidade de São Paulo (COLAB/USP)

Coletivo Digital

Coletivo Soylocoporti

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)

Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso à Informação da Universidade de São Paulo (GPoPAI/USP)

Instituto Bem-Estar Brasil

Instituto Beta: Internet & Democracia

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)

Instituto Nupef – Núcleo de Pesquisas, Estudos e Formação, Rio de Janeiro

Instituto Telecom

Internet Sem Fronteiras Brasil

Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social

Movimento Mega

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