Diversas pesquisas já demostraram os benefícios do
home office para um colaborador, o principal deles sendo o
equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Os empresários também não saem perdendo: economizam em vale transporte e custos fixos como água, luz e, em casos mais amplos, aluguel de salas. Se o resultado é tão positivo, por que essa modalidade de trabalho cresce tão devagar no Brasil?
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Segundo um levantamento realizado pela SAP Consultoria RH, o “conservadorismo por parte da direção” da empresa foi o fator mais citado (43%), seguido de “segurança da informação” (38%), “problemas legais” (38%), “dificuldade de gerir atividades em ambiente externo” (36%) e “infraestrutura” (29%).
A pesquisa, realizada com mais de 300 corporações dos mais variados segmentos, aponta ainda que pouco mais de um terço (37%) das companhias atualmente permite o trabalho remoto. Dessas, 7% dos profissionais efetivamente fazem o home office, sendo as pequenas empresas as mais receptivas à prática – respondendo por 45% dos casos.
Em comparação ao estudo anterior, feito em 2014, a alta foi de apenas 1% (36% para 37%). De acordo com Ariane Abreu, diretora comercial da Total IP – soluções integradas de voz e e-mail para contact centers, existe uma cultura no Brasil, de o responsável ter de acompanhar de perto a sua equipe, que impede a tendência de decolar no País. “Qualquer cenário contrário traz um sentimento de desconforto, também temendo outras distrações em casa como TV e familiares”, opina.