A
economia compartilhada, ou sob demanda, é apenas uma das muitas vertentes que a tecnologia explora atualmente. Esse tipo de inovação, trazida por empresas como Uber, ganhou força e cada dia mais são vistas
startups que aparecem no mercado com novas ideias que também trabalham com esse tipo de
disrupção.
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Nesse contexto surgiu a SP Negócios, empresa da Prefeitura de São Paulo, criada para ser um agente articulador entre iniciativa privada e poder público. “Queremos que São Paulo seja o principal hub de tecnologia da América Latina”, conta Beatriz Gusmão, diretora de negócios da companhia.
A executiva afirma que a cidade é reconhecida no contexto internacional como hub para o setor de TI. “Cerca de 65% dos headquarters das maiores empresas do mundo estão aqui”, conta. Ainda assim, há barreiras que impedem que mais empresas sejam abertas na capital paulista.
“Por que o investidor não escolhe São Paulo?”, provocou durante o debate realizado no Intercâmbio de Ideias, que aconteceu durante a sexta-feira (22/4), no IT Forum 2016. E, em meio a sugestões como “trânsito”, “violência”, e “problemas de mobilidade urbana”, a executiva foi taxativa: “Burocracia. O empregador precisa abrir 13 portas presenciais para começar uma empresa na cidade, e de 104 dias [para a conclusão do processo]”, conta, completando que isso pode mudar com uma iniciativa do governo federal que prevê a abertura de empresas por meio de uma certificação digital – ou seja, precisará de uma única porta.
Mas o projeto também reafirma a importância de São Paulo no cenário tecnológico. “Quando o Governo fez um sistema exclusivo para São Paulo é que o projeto saiu [do papel], depois de 13 anos de desenvolvimento”, pontua Beatriz.
Da interação público-privado, a empresa já executou algumas ações, dentre elas o aplicativo da Iluminação Pública, no qual 570 mil pontos de luz estão sendo trocados por luminância e, dessa forma, cada ponto vira um smartbridge – entrando no âmbito das
cidades inteligentes.
A executiva também citou o projeto de expansão de Wi-Fi livre, em que, sem a necessidade de cadastro, os cidadãos podem acessar à internet. “Esperamos que, até o fim do ano, possamos entregar 700 pontos de Wi-Fi a uma distância a pé”, diz Beatriz.
(R)Evolução
Um dos principais movimentos realizados pela SP Negócios é a São Paulo Tech Week (SPTW). A principal proposta da iniciativa é estimular o desenvolvimento de startups na cidade e executar ações no âmbito da inovação, explica Thais Piffer, gerente de negócios da SP Negócios.
“Fizemos uma análise e estudamos o setor de TI em São Paulo para entender como a prefeitura poderia atuar e estimular o segmento”, conta. “Faltava na cidade um local onde principalmente empreendedores digitais estivessem circulando e se encontrando pra realização de negócios e investimentos”, continua. Assim nasceu o SPTW.
Apesar do nome, ela não acontece de forma linear, ou seja, durante uma semana, em um único lugar. Thais complementa que a
primeira edição do evento, ano passado, resultou em 124 encontros, organizados em formatos completamente diferentes, de palestras à hackatons e exposições, apresentados em 70 locais diferentes da cidade. “O evento é bastante diverso em público, nos formatos e nos locais em que acontecem”, conta.
A empresa também realiza outros projetos que promovem inovação e tecnologia, como o SP Stars, programa de mentorias gratuitas para empreendedores digitais, sendo o papel da SP Negócios fazer o matching entre startups e mentores. Além do Prêmio Mulheres Tech in Sampa, que homenageia projetos que possuem o propósito de ampliar a participação feminina no setor de tecnologia.