Qual o estágio de transformação digital das empresas? Líderes de TI compartilham experiências

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Qual o estágio de transformação digital das empresas? Líderes de TI compartilham experiências
Qual o estágio de transformação digital das empresas? Líderes de TI compartilham experiências
Tema mais comentado do momento, a transformação digital ainda não decolou em muitas empresas, seja porque elas não estão preparadas para abraçar o novo ou porque não entenderam como, efetivamente, usar essa novidade nos negócios. Contudo, companhias que já contam com estratégias digitais saem à frente da concorrência e promovem uma verdadeira revolução. Esse é o caso da Tecnisa, Volkswagen Brasil, Klabin e AES Brasil.

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Os líderes de TI dessas organizações se reuniram em evento promovido pela Simpress, subsidiária da Samsung, para compartilhar experiências digitais nos diferentes segmentos de atuação.

Na Volkswagen Brasil, o tema está em pauta há alguns anos, garante Gilberto Rodrigues, líder de TI da montadora. “Trabalhamos com a integração de nossos carros com diversas tecnologias e a própria parceria que temos com a Samsung é um sinal de que a digitalização é vital”, afirma, completando que no backoffice a empresa também preocupa-se com o assunto.

Recentemente, prossegue, a TI passou a digitalizar seus processos. A solicitação de equipamentos, como notebooks e smartphones, é uma das áreas a contar com o recurso. Qualquer colaborador pode acessar um portal e dar início ao pedido.

A digitalização está a todo vapor na Tecnisa, que busca sempre inovar na forma de vender apartamentos e tornar o processo de compra mais confortável para o cliente. “Fomos os primeiros em nosso mercado de atuação a comercializar pela web e levar o digital para o canteiro de obras”, diz Osvaldo Rodrigues, CIO da Tecnisa.

Segundo ele, a ideia da transformação na companhia está atrelada ao benefício da produtividade. Como exemplo, o executivo citou a venda de apartamentos, que envolve muito papel, e a digitalização chega para eliminar a papelada e garantir agilidade

Hoje, o digital está presente no envio de notas fiscais, emitidas diretamente do canteiro de obras, tarefa que exigia intensiva interação humana e agora é feita em grande parte sem a necessidade de pessoas no processo. 

E quando a digitalização é aplicada ao um setor altamente regulado? Essa é a realidade da AES Brasil, que gera, comercializa e distribui energia elétrica para quase 8 milhões de clientes nas regiões Sudeste e Sul, em 24 municípios. Em razão da regulamentação, muitas vezes, a companhia perde o tempo para inovação. “Assim, o desafio é desenhar uma nova estrutura organizacional e de TI que permita a transformação digital”, assinala Renato Costa, líder de inovação, arquitetura e relações de TI e negócios da AES Brasil.

Dessa forma, a AES optou por primeiro mudar a TI e depois os negócios. Exemplo recente disso foi a conclusão da implementação de um sistema de faturamento em tempo real, na casa do cliente. Equipados com uma impressora de pequeno porte e um PDA, os profissionais da empresa efetuam a leitura do consumo do mês e imediatamente entregam a fatura.  

A Unidade de Resposta Audível (URA) da AES Brasil também se tornou totalmente digital. Quando um cliente liga para a companhia, o sistema identifica, automaticamente, se há ocorrências na região, como falhas no sistema elétrico. Imediatamente, o usuário é alertado sobre o problema. Quando resolvido, uma ligação é realizada para verificar se, de fato, a energia voltou a funcionar. “A TI tem sido parceira do negócio, digitalizando tudo de fim a fim, automatizando e diminuindo gaps para o usuário final.”

Definida por Lorival Verillo, líder de TI da Klabin, como uma tendência irreversível, a digitalização está presente nos mais variados negócios da produtora e exportadora de papéis. A área de manutenção é uma delas. 

Com 16 plantas industriais e cerca de 4 mil motores somente na fábrica de papel e celulose de Monte Alegre, no Paraná, a companhia precisa ficar de olho constantemente no status dos equipamentos. Antes, o processo era todo manual. Mas, agora, o mecânico usa um tablet para ler o código de barra do equipamento, fotografar o problema e abrir uma solicitação de manutenção diretamente no ERP. “Obtivemos ganho de 40% a 50% no atendimento e atualização do sistema até a reposição de peças”, comemora o executivo.

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