8 apostas para sistemas de informações geográficas no mercado brasileiro

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8 apostas para sistemas de informações geográficas no mercado brasileiro
8 apostas para sistemas de informações geográficas no mercado brasileiro
Se há alguns anos dissesse que dados coletados por meio de sensores na internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) se transformariam em informações úteis, permitindo, por exemplo, determinar a localização do solo adequado para plantio, auxiliar cálculos e rotas de navegação, fazer a predição de desastres e diversas outras aplicações, provavelmente seria chamado de louco.
 
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Mas, de acordo com pesquisa do IDC sobre tendências de TI para os próximos três anos, tecnologias de Big Data e Business Analytics estarão inseridas em praticamente todos os aspectos de nossas vidas por meio de APIs e a disseminação de mais aplicativos com base em computação cognitiva. E nesse futuro, a integração dessas tecnologias com o conceito de geolocalização abrirá uma infinidade de oportunidades para governos e empresas. A seguir, listei oito apostas do que esperar para os próximos meses em alguns setores importantes do mercado:
 
Governo Federal: excelência na prestação de serviços à nação
Todos os órgãos federais dependem de Inteligência Geográfica para cumprir sua missão. Considerando a visão espacial, conseguem ampliar desempenho operacional, acompanhar e avaliar resultados dos programas estratégicos de governo, além de realizar melhor análise para facilitar sua decisão. Em 2016, órgãos federais trabalharão seus dados num contexto geográfico, proporcionando mais transparência e melhor prestação de contas, conectando cidadãos por meio de mapas interativos para construção de um Brasil melhor.
 
Energia elétrica: sustentabilidade e o desafio do setor elétrico
Seguindo as tendências dos últimos anos, o setor elétrico procura garantir sua sustentabilidade no longo prazo nos seus quatro subsetores – Geração, Transmissão, Distribuição e Comercialização de Energia Elétrica. Além disso, o setor enfrenta contínuos desafios das mais diversas origens como variabilidade dos recursos energéticos, desafios financeiros e operacionais, novas e mais exigentes regulações (destacando-se a renovação de concessões e processos de revisão tarifária), o setor precisa se apoiar em soluções tecnológicas cada vez mais avançadas para conquistar novos padrões de qualidade e de eficiência operacional e financeira.
 
Do combate à fraude e inadimplência até o cumprimento das demandas regulatórias, a quase totalidade da informação gerenciada por empresas do setor elétrico tem características geográficas relevantes. Da informação de sensores e do smart grid até a análise de padrões espaço-temporais de impactos, consumos e comportamentos, passando pela otimização da operação e manutenção das redes, a eletricidade é um negócio espacial e territorial. E, existem hoje tecnologias que permitem abordar esses desafios – de acesso universal à informação originada em vastos repositórios de dados. Assim, o real desafio de 2016 é a motivação para integrar essas informações das mais diversas origens a fim de melhorar a prestação de serviços de um setor tão essencial para o desenvolvimento do País.
 
Educação: visão geográfica presente na educação em 2016
A nova geração de alunos, mais informados e conectados, está chegando às escolas buscando seu protagonismo como cidadãos. Tendo isso em mente, a Inteligência Geográfica, ou seja, a integração entre a Ciência Geográfica e as Tecnologias, traz à discussão não a relação com a técnica ou homem-máquina, mas sua relação cidadão-sociedade-tecnologia. Dessa forma, a adoção de Tecnologias e Geotecnologias vai muito além do “software para fazer mapas”: veremos a construção da Visão Geográfica (Espacial) no aluno, levando-o à criticidade quanto ao meio em que se insere sem, contudo, entender este meio como um retrato estático ou contemplativo, proporcionando à Educação concretizar um dos seus papéis fundamentais: a formação de cidadãos para uma sociedade crítica e com justiça sócioespacial.
 
Negócios: geográfica como alicerce para enfrentar a crise
 
Varejo
Diante do atual cenário de recessão, as empresas de varejo irão utilizar a Inteligência Geográfica para reforçar seu posicionamento da marca a partir de ações de Geomarketing, ou seja, identificar a localização do público-alvo das redes varejistas para ações de comunicação como panfletagem, outdoors etc. Além disso, aplicações com base na geografia permitem avaliar a participação do varejista no mercado e o posicionamento de suas lojas frente aos principais concorrentes, garantindo melhor cobertura de atendimento.
 
A Inteligência Geográfica também é muito utilizada em um possível cenário de expansão para identificar a melhor localização de pontos de vendas ou ainda para determinar quais unidades manter em um cenário de redução de lojas. Nessas situações, contam com dados censitários, de potencial de consumo e pontos de interesse para essas análises, apresentando dados cruciais para que os executivos sejam mais ágeis no direcionamento das estratégias do negócio.
 
Serviços financeiros (bancos, seguradoras e adquirentes)
Empresas como bancos e adquirentes têm investido no processo de Carteirização, que é a divisão de uma carteira de clientes para os gerentes de conta e negociadores da empresa. Para isso, utilizam a Inteligência Geográfica seja para dividir as carteiras de clientes com base em critérios de proximidade com os negociadores ou ainda com outros parâmetros como valor representativo da conta ou critérios estratégicos. Utilizam ainda o monitoramento de PDVs (máquinas de cartões) e a espacialização dos dados das transações, permitindo avaliar o desempenho da operação em todo território nacional.
 
Já as seguradoras pretendem aplicar a Inteligência Geográfica principalmente na otimização de seus modelos de risco. Para um seguro de imóvel, por exemplo, é possível identificar se a propriedade se encontra num local com agravantes de risco (postos de gasolina, áreas de enchente, alta criminalidade etc.) ou com atenuantes de risco (delegacias de polícia, bombeiros, etc.) tendo assim maior precisão no risco real, o que permite trabalhar com preços de apólices mais competitivos sem reduzir sua margem.
 
Telecomunicações
Para as operadoras de Telecomunicações a palavra de ordem em 2016 é retenção dos clientes. Por isso, contam com a Inteligência Geográfica para realizar a Geofidelização, ou seja, o enriquecimento de dados cadastrais dos clientes considerando sua localização, o que permite monitorar sua satisfação ao avaliar a qualidade da rede conjuntamente com indicadores de reclamações. Com isso, é possível antecipar ações de comunicação sobre eventuais problemas de sinal, reduzindo consideravelmente o risco de churn.
 
Vale acrescentar que os setores de Negócios têm buscado a utilização dos painéis gerenciais sobre mapas, pois permitem exibir dados não só da plataforma de Inteligência Geográfica, mas também de outras soluções de BI e Big Data. Esses dados, ao serem levados para a visualização espacial, possibilitam aos analistas identificarem novos padrões de comportamento que servem de embasamento para ações de cross-selling e up-selling mais direcionadas.
 
Saneamento: “fazendo mais com menos”
Diante do atual cenário de crise, as empresas de saneamento buscarão a eficiência em primeiro lugar. Fazer mais com menos recursos será o principal desafio para 2016. Com a utilização da Inteligência Geográfica, essas companhias conseguem identificar todos os ativos de sua rede considerando o espaço geográfico onde ela está inserida. E, a partir dessa visualização, são capazes de obter a visão financeira do negócio considerando os locais de faturamento de determinada região. Em paralelo, é possível ainda observar o comportamento de cada local durante os ciclos de faturamento de forma a promover ações que viabilizem a recuperação de receitas.
 
Além disso, a visão espacial integrada de todos os ativos e recursos que envolvem o processo de Saneamento se tornam possíveis com a Inteligência Geográfica, o que resulta na melhoria da gestão técnica, comercial e operacional.
 
Governo municipal: integração e engajamento do cidadão para gestão das cidades
As prefeituras tendem a se estruturar com base numa plataforma geográfica sob a qual soluções poderão ser construídas. Considerando os diferentes aspectos sociais, econômicos e ambientais do município, as soluções irão ampliar a visão do gestor, estabelecendo prioridades para superar as dificuldades e desenvolver as potencialidades, no sentido de assegurar o futuro desejado.
 
Outro ponto são as melhorias no planejamento dos gastos e parcerias/consórcios entre municípios, que podem ser conquistadas com uso da Inteligência Geográfica, que é capaz de fornecer subsídios para otimizar recursos e ampliar resultados. A utilização crescente de meios de comunicação como uma ferramenta de colaboração dos cidadãos proporcionará uma rica fonte de informações para os gestores públicos. Para que essa participação se torne realidade, é necessária a adoção de novas tecnologias de Inteligência Geográfica que estimulem o cidadão atuar e acompanhar a gestão municipal.
 
*Lucio Graça é diretor de Inovação da Imagem

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