Se você pensou que o movimento casa inteligente estava ficando forte, novos dados sugerem que você ainda não viu nada. Aparelhos inteligentes, ou produtos como máquinas de lavar, secadoras, geladeiras e outros que podem se conectar à internet e uns aos outros, vão saltar exponencialmente nos próximos anos, segundo mostra estudo da empresa de pesquisa IHS.
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Em 2014, mais de 1 milhão de aparelhos inteligentes foram vendidos no mundo. Em 2020, esse número saltará para 223 milhões de unidades. Se eletrodomésticos menores, como escovas de dentes eletrônicas e máquinas de café estiverem incluídos nessa estatística, o número total de dispositivos inteligentes que chegará às lojas em 2020 vai subir para 700 milhões.
O estudo confirma o que empresas e analistas de mercado têm dito há anos: os dispositivos anteriormente “burros” que tinham apenas uma função, serão cada vez mais substituídos por alternativas “inteligentes” que podem se comunicar com usuários e entre si.
Por exemplo, ao longo do tempo, pode ser comum para uma máquina de lavar e secar roupa se conectar à internet e “falar” com outros produtos da casa para tornar mais fácil o trabalho de cuidar das roupas. Carros também estão cada vez mais adicionando recursos como esses, dando forma à nova era da internet das coisas (IoT, na sigla em inglês).
Diversas empresas estão de olho nas oportunidades que esse mercado vai gerar. Apple e Google, por exemplo, têm plataformas para automação residencial. Em maio, a Samsung anunciou planos para produzir processadores que alimentam dispositivos inteligentes.
Em janeiro, a Intel também afirmou que começaria a produzir chips de computação para atender ao caos da internet das coisas. Enquanto isso, a IBM está investindo US$ 3 bilhões nos próximos quatro anos para construir sua divisão de IoT. Em maio, a empresa de telecomunicações Huawei anunciou o LiteOS, sistema operacional projetado para rodar em produtos antes sem qualquer inteligência.
Na avaliação da IHS, embora todos queiram uma fatia desse mercado, alguns não vão chegar lá. A análise do estudo mostra que em 2018, segundo os pesquisadores, “haverá apenas um par de plataformas de conectividade, sistemas operacionais e um pequeno número de empresas de eletrodomésticos orientadas para as tecnologias que vão dominar o mercado.” Façam suas apostas.