Conheça casos de empresas brasileiras que migraram para a nuvem

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Conheça casos de empresas brasileiras que migraram para a nuvem
Conheça casos de empresas brasileiras que migraram para a nuvem
Na quarta edição do ASW Summit, realizado hoje (28/5), em São Paulo, a Amazon Web Services (AWS) levou para o palco do evento clientes que adotaram a nuvem e registraram benefícios reais. O modelo tem caído nas graças das empresas, que já consideram a cloud o novo normal e não mais uma opção de contratação de recursos tecnológicos. Veja os casos de sucesso abaixo.

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Hotel Urbano
Bruno Pereira, diretor de TI do Hotel Urbano, agência de viagens on-line brasileira, relatou que trabalha com as tecnologias da AWS desde 2009. Ele lembrou que a companhia, ao contrário de outras startups, não estava na nuvem desde seu nascimento

“Tínhamos uma infraestrutura baseada em ambientes físicos, servidores dedicados e uma dificuldade clara de reagir às mudanças”, contou, completando que o processo de entrega era manual, sem integração e a arquitetura pouco tolerante a falhas, algo bastante crítico quando o core da empresa é totalmente on-line. 

O Hotel Urbano, então, migrou de forma gradual para a nuvem, fazendo com que as aplicações novas fossem baseadas no modelo. “Temos integração com a nossa nuvem privada, de forma segura e com uso da nuvem pública também seguro”, observou.

Hoje, de acordo com o executivo, o nível de tolerância é muito maior, as entregas são semanais e a companhia conta com dois ambientes de trabalho independentes. “Nosso uptime é de 99,5%”, enumerou. 

Pereira relatou que a prova de fogo para o Hotel Urbano no novo universo aconteceu durante o Black Firday, em novembro do ano passado, quando o site, que está na nuvem da AWS, ficou totalmente disponível, sem qualquer instabilidade, em um dia de pico de acessos ao site. “A tecnologia cumpriu seu papel, de forma segura, inovadora, sem trazer riscos e ainda com vendas recorde”, concluiu. 

Magazine Luiza
Com 756 lojas no Brasil, em 16 estados, 24 mil funcionários e 39 milhões de clientes em sua carteira, a rede Magazine Luiza apostou em cloud como parte de uma movimentação para levar a empresa rumo ao digital. “Estamos focados no digital. Nossos negócios são desafiados pelo digital, algo que coloca a TI como protagonista da inovação”, disse Marcelo Tahara, CIO do Magazine Luiza.

Com o desfio de transformar os negócios, mas ao mesmo tempo manter a operação no ar, a rede varejista encontrou na nuvem a resposta para conviver com esses dois universos. “. Chegamos à conclusão de que a TI tradicional não funciona mais. Precisamos pensar em inovação”, afirmou.

A empresa, então, apostou em três movimentos: a TI Bimodal, que no Magazine Luiza foi batizada de Two Speed IT, vertente de inovação e digitalização do ponto de venda e transformação baseada em omni-channel e customer experience. O segundo foi a mudança na forma de fazer as coisas. “Agora, estamos pautados no metodologiaLean, da Toyota”, observou.

O terceiro é a transformação tecnológica, que incentivou a equipe de TI a buscar tecnologias para permitir agilidade. “Foi dentro desse conceito que surgiu a cloud”, assinalou.

Talita Borges Paschoini, gerente de arquitetura de soluções, lembrou que mover uma empresa com mais de 60 anos para a modalidade não foi tarefa fácil. Para isso, foi necessário selecionar uma equipe na TI com capacidades para a nuvem. “A segunda parte da estratégia foi construir uma nuvem interna utilizando um orquestrador e construir uma plataforma mínima para permitir que os times de desenvolvimento tradicionais criassem sem medo e sem custo”, explicou. 

De acordo com Talita, o e-commerce foi o primeiro experimento em cloud, mas toda a corporação depois se mobilizou para o movimento. “Estamos experimentando maturidade operacional e temos certeza de que a nuvem também será nosso novo normal”, completou.

Instituto Sírio Libanês
“A computação em nuvem vem revolucionando a forma como fazemos pesquisa no instituto”, afirmou Pedro Galante, coordenador do laboratório de bioinformática do Instituto Sírio Libanês.

Ele contou que todos os seres humanos têm 99,9% de similaridade nos genomas, o restante (1%) é o que possibilita características individuais. Identificar essas características é essencial para entender como aumentar o tempo de vida e mapear as respostas do corpo aos medicamentos. 

Galante lembrou que o genoma humano começou a ser decodificado no início dos anos 90 com o projeto Genoma Humano, o maior da história, envolvendo 250 laboratórios de 17 países e 5 mil cientistas. O que era feito em 13 anos, agora, pode ser realizado em apenas uma semana. A consequência desse trabalho é a geração terabytes de informações. Esse cenário resulta em uma quantidade enorme de dados e alto poder computacional. 

“Hoje, não há dificuldade de geração de dados e sim analisá-los e transformá-los em conhecimento. É aí que entra a computação em nuvem, uma computação estável, robusta e flexível, adequada para extrair conhecimento”, sintetizou.
O coordenador acredita que ao usar e processar dados do tipo será possível revolucionar desde a pesquisa básica na área, até a medicina. “Isso vai possibilitar a medicina personalizada. Cada um de nós poderá levar o genoma ao médico e ele recomendará a droga que melhor responderá em seu corpo”, projetou.

Smiles
Há mais de 20 anos no mercado, o Smiles sempre se posicionou como uma empresa de programa de fidelidade. Com a abertura de capital em 2013, passou a ser um negócio de coalizão, conforme definiu Pedro Dorico, CTO do Smiles. “Guardamos as milhas como um banco e temos de agir a operar com a austeridade de uma instituição financeira, mas com a agilidade do varejo”, completou.

Quando o Smiles começou sua operação móvel, há dois anos, a demanda por inovação e transformação cresceu sobremaneira. “Queríamos usar a nuvem pública, mas existia a dúvida do risco”, lembrou. Superados os medos, a companhia passou todo o seu portal para a cloud da AWS. “Usamos nuvem pública há alguns meses e não registramos incidentes. Nosso case é de eficiência operacional. Temos várias integrações, diversos bancos, parceiros, e em seis meses montamos um data center virtual com cerca de 200 instâncias”, detalhou.

Foram três os fatores de sucesso do projeto de nuvem, de acordo com Dorico. O primeiro deles foi o planejamento desde o início a quatro mãos com a AWS. O segundo foi a parceira com uma integradora, a CredibiliT, que esteve ao seu lado em todos os momentos, e o último o suporte profissional da AWS para apoio técnico.

Conam
A consultoria em administração municipal Conam está há quase quatro décadas no mercado e acumula centenas de clientes em São Paulo, como Prefeitura de Santos e Prefeitura de Sorocaba, e outros estados do País. Dona de um ERP para o setor público, a companhia veio do universo on premise. Responsável pela emissão de centenas de notas fiscais eletrônicas, a empresa processa dados de fora, mas não pode deixar de lado a alta disponibilidade. 

“Para garantir disponibilidade, a solução foi simples: manter o ERP no local, mas usar a nuvem da AWS para fazer a comunicação”, contou Fabian Caetano, diretor da prática ERP na Conam.

Totvs
Tradicional no mercado de ERPs, a brasileira Totvs teve de acompanhar o mercado e levar seu ERP também para a nuvem. Laércio Cosentino, CEO da Totvs, afirmou que há cinco anos a empresa começou a desenhar sua estratégia para cloud, que ganhou força no último ano em razão da parceria com a AWS. 

Para chegar à melhor oferta para o mercado, a Totvs aplicou alguns conceitos que considerou inovadores. O primeiro deles era contar com uma tecnologia fluída, simples, fácil e móvel, decretando o fim da era do ERP fechado. O segundo ponto foi a essencialidade, lançando mão de mobilidade e cloud. “Esses itens geraram o que chamamos de Totvs Cloud, que gerencia soluções em nuvem, em linha com o modelo de nuvem híbrida, e do Totvs Mobile, que leva tudo ao alcance de todos”, explicou o CEO.

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