Cisco entra para empresas apoiadoras dos jogos Rio-2016

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Cisco entra para empresas apoiadoras dos jogos Rio-2016

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 divulgou nesta terça-feira (10/12), a entrada da Cisco no time de empresas apoiadoras do evento, juntando-se a Claro e Embratel. A companhia será responsável pelo fornecimento dos equipamentos de rede e servidores corporativos para todas as instalações dos jogos.

Até o fim do primeiro trimestre do ano que vem, mais quatro empresas de tecnologia serão anunciadas, duas na área de software, uma na área e armazenamento de dados e uma na área de microcomputação. Com elas e os outros patrocinadores oficiais, os projetos de tecnologia serão desenvolvidos em conjunto. No momento, a parceria com a Cisco está em fase inicial e seguirá o cronograma definido para desenhar cada projeto dentro do evento como um todo.

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“Serão os jogos mais conectados da história. A conectividade está explodindo, não para os jogos somente, mas para os espectadores também. Toda a fundação dos jogos será feita em cima da tecnologia da Cisco”, ressaltou o presidente de desenvolvimento e vendas da empresa, Rob Lloyd. Ele pontuou ainda que a experiência na organização será pilar fundamental para aprofundamento das tecnologias de internet das coisas, conceito sobre o qual a companhia trabalha o planejamento estratégico de seu portfólio.

De acordo com o presidente da Cisco Brasil, Rodrigo Dienstmann, não à toa que a parceria deve alavancar as pesquisas e soluções na área de equipamentos vestíveis, sensores, smart grid, dentre outras áreas ligadas ao conceito de objetos, pessoas e sensores conectados e trocando dados em tempo real. Esses pontos representam focos estratégicos da companhia e renderão não apenas legado tecnológico, mas ganho de aprendizado da empresa em áreas chave.

Como funciona a parceria

O contrato prevê o fornecimento de software, hardware e serviços da Cisco em troca do uso de ativos de marca do Comitê Rio 2016 e do direito de compra de ingressos, hotéis e outros elementos ligados aos jogos. O investimento por parte da Cisco não teve sua cifra revelada, no entanto, os executivos esclarecem que ele sairá dos R$ 1 bilhão a serem aplicados no Brasil até 2015, já anunciados anteriormente.

Grande parte dos equipamentos usados na parceria serão fabricados localmente, “uma consequência, não uma exigência” do acordo, conforme conta Dienstmann. Um dos hubs para desenvolvimento e capacitação será o centro de inovação da Cisco, recém-inaugurado no Rio de Janeiro.

Legado

Como legado, a companhia frisa o desenvolvimento e inovação locais, esse a capacitação de equipes para trabalho com tecnologia até a gestão de projetos. A exemplo do que houve em Londres 2012, quando a Cisco atuou da mesma maneira em relação ao comitê organizador da ultima edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, startups devem ser aceleradas e incubadas na empresa. No Reino Unido, como consequência da participação olímpica, 150 startups foram apoiadas direta ou indiretamente, e outras 14 foram incubadas no centro de inovação britânico. “Apesar de não termos um número específico, seguramente é possível dizer que ao menos doze startups brasileiras podem ser incubadas no nosso centro de inovação no Brasil em consequência da a parceria”, estima Lloyd.

Já o legado físico fica por conta da possibilidade de futuros contratos com o governo. Um exemplo são os complexos temporários de natação e handebol, que estão sendo construídos para os jogos, em que depois se convertirão em escolas. “A Cisco pode ser convidada a prover soluções tecnológicas para escolas”, exemplifica Elly Resende, diretor de tecnologia do Comitê Rio 2016.

Estratégia

O reforço das relações com o governo e, sobretudo, muito estratégico para a cisco no Brasil. Dienstmann cita, inclusive, o aprovisionamento de 50% dos royalties do pré-sal em educação. “Sabemos que, hoje, o investimento em educação não é apenas na construção de escolas, mas também em soluções tecnológicas escolares”, justifica.

O executivo também mensura o crescimento acelerado das vendas ao governo nas operações da empresa. De cinco anos para cá, a representatividade do setor governamental saltou de 5% para 20%, crescendo a índices acelerados, o dobro do crescimento da Cisco Brasil — que já possui desempenho acima da média mundial.

* A jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da Cisco

 

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