Icann critica falta de incentivo para domínios nacionais no Brasil

Publicado:

Leitura 2 minutos

Icann critica falta de incentivo para domínios nacionais no Brasil

O incentivo à comercialização de domínios locais no Brasil, aqueles terminado com .br, é baixo. Assim, isso pode resultar em dificuldade para expansão do comércio eletrônico no País. É a visão da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann), autoridade responsável pela coordenação global da internet.

“O Brasil tem 3,2 milhões de domínios para 190 milhões de habitantes, enquanto a Argentina tem 2,7 milhões de domínios para 40 milhões de habitantes. Alguma coisa está errada. Tem um mercado que não está sendo explorado”, disse a representante do Icann no workshop Comércio Eletrônico Transfronteiras, Vanda Scartezini. Para ela, o baixo número de registros de domínio brasileiro deve-se a falta de incentivo à revenda desses endereços no país.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

“Não há uma rede de revenda de domínio que possibilite alguma margem de lucro, a exemplo do que outros donos dos principais domínios fazem. O resultado é que ninguém vende nem se sente estimulado a vender porque consegue o mesmo, pelo mesmo preço, na Registro BR”, explicou. A venda dos domínios brasileiros é feita pela Registro BR, uma organização não governamental (ONG) de gestão mista, que tem em seu comitê gestor representantes do governo e da sociedade civil.

“Há mais de 6 milhões de pequenas empresas no Brasil e só 3 milhões de nomes de domínio debaixo do ‘.br’. Mais de 3 milhões delas não têm domínio. Ou seja, não têm vitrine para participar do comércio eletrônico”, acrescentou Vanda.

Apesar de apenas a metade dos usuários de internet no Brasil utilizar o comércio eletrônico, este é um mercado promissor, principalmente devido ao chamado bônus demográfico brasileiro – período em que o País alcançará a maior proporção de pessoas em idade ativa, entre 15 e 64 anos, em relação à população total. “É muito positivo porque terá uma população [majoritária] economicamente ativa até 2025, que poderá usar a internet para fazer suas compras”, completou Vanda.

Com informações da Agência Brasil

 

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita