Ciência dos dados: o que considerar antes de escolher um curso na área

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Ciência dos dados: o que considerar antes de escolher um curso na área

O mundo corporativo se depara com um gap enorme no recrutamento de funcionários: há muitas vagas e poucos profissionais especializados nas ciências dos dados. Se você se formou na graduação nos últimos cinco anos, provavelmente não deve estar atuando como um cientista de dados, nem deve ter as habilidades exigidas para ocupar tal cargo.

Há menos de um ano, escrevi uma matéria sobre a necessidade das universidades  se reformularem para caminhar de encontro com as necessidades do mercado. Hoje, nos Estados Unidos, vemos que algumas faculdades já estão dando alguns passos para incluírem em suas grades curriculares  a Ciência dos Dados e, sobre isso, temos boas e más notícias.

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Primeiro, a boa: algumas grandes universidades norte-americanas possuem programas em parceria com organizações com foco em Big Data e Ciências dos Dados para trazerem habilidades práticas e reais às salas de aula, como os oferecidos por universidades como Stanford, NC State, Texas A&M, Kennesaw State University, Oklahoma State University, Arizona State University e Central Florida. Esses programas ganharam destaque e, depois de formados, seus alunos são extremamente cobiçados pelo mercado.

A má notícia? Algumas instituições de ensino estão nomeando equivocadamente essa disciplina em suas grades por não estarem sabendo diferenciá-la essencialmente de outras. Muitos programas estão oferendo uma Ciência de Dados, que de fato não o é.

Abaixo,  listo alguns pontos importante para você ponderar quando estiver considerando obter um diploma em Ciências dos Dados. A questão não está restrita somente às instituições norte-americanas, mas também às brasileiras, uma vez que cada vez mais o mercado nacional tem uma demanda cada vez maior pelos profissionais chamados de ?cientistas dos dados?.  Então, o que considerar para não cair em uma armadilha?

Conteúdo ? O que é Ciência dos Dados? Apesar de ainda não ter uma definição exata, muitos especialistas especificam algumas característica em comum: fundamentos fortes em matemática; familiaridade com linguagens de programação; conhecimento prático em modelos analíticos; e algum conhecimento na área de conteúdo ? todos combinados com um senso inato de curiosidade. (Como uma acadêmica, insisto em ensinar as pessoas a se tornarem mais curiosas, pois acredito ser algo muito importante para qualquer profissão). O fato de que todas essas características devem estar presentes de alguma forma em qualquer programa de ensino que use o rótulo de ?Ciência dos dados? explica porque tantos MBAs estão tendo dificuldade em encontrar candidatos. Quase 25% das pessoas que se formam no curso de ?Estatísticas Aplicadas? oferecido na universidade em que leciono já tem um MBA, mas não um emprego.

Parceria com empresas locais ? Sejamos honestos, não existem professores de Ciências dos dados. Não importa o quanto tentemos impulsionar nossos currículos, ninguém com Ph.D. que dá aula em uma faculdade hoje é professor de Ciência dos dados. O conceitos e a disciplina são muito novos e chegou até nós de maneira muito rápida. A não ser que você seja um professor que também tenha trabalhado em alguma organização que utiliza big data ou ciência dos dados nos últimos três anos e foi naturalmente conduzido para área. É por isso que todos os cursos de especialização em Ciência dos Dados, inclusive os citados anteriormente, possuem parcerias com companhias que estão enfrentando desafios com Big Data e, em muitos casos, formando seus próprios cientistas de dados. Felizmente, algumas universidades já reconheceram suas limitações e formaram parcerias com profissionais para que eles pudessem ir para as salas de aula falar sobre desafios e problemas reais enfrentados hoje por quem trabalha com Big Data.

Online x Tradicional ? Há mais cursos de Ciências de dados online do que tradicionais. Os programas online têm uma grande importância educacional, e muitos são excelentes. Eles podem ser feitos de modo simultâneo ou não, sendo que a última opção permite acessar os conteúdos gravados sob demanda. Estes são mais convenientes, mas exigem disciplina do aluno. Para quem  trabalha com análise de dados e precisa aperfeiçoar suas habilidades no Hadoop, por exemplo, o programa online faz todo o sentido. No entanto, as pessoas que estão tendo contato pela primeira vez com o mundo dos dados tirarão mais proveito de aulas em salas tradicionais.

Aplicação ? A Ciência dos Dados, por definição, é aplicada. E assim ela deve ser. Por isso, qualquer curso que se preze como tal deve ter uma ênfase na orientação para aplicação prática ? em oposição à teórica. E mais uma vez, os melhores cursos são os que possuem parcerias com empresas que estão na linha de frente dos investimentos na solução dos desafios de big data.

 

 

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