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As novas gerações de profissionais que prestam serviços ou comandam empresas já saem de fábrica programadas para dar mais atenção ao tema sustentabilidade, que há tanto entrou na pauta de governos e organizações. E com um foco totalmente verde, um jovem empreendedor de 24 anos escolheu exatamente uma solução com esse apelo para lançar no Brasil a Aiqon, uma startup de distribuição que tem cinco funcionários. O primeiro produto trazido ao solo tupiniquim é a Verismic Power Manage, que promete reduzir entre 40% e 60% o custo de energia dos componentes eletrônicos das empresas, com grande foco em computadores.
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O projeto saiu às ruas em setembro deste ano, e o CEO da companhia, Thiago N. Felippe, já contabiliza 20 clientes em carteira, todos comercializados de forma direta. Alguns dos exemplos são Grupo Abril, Sonda IT, Aceco TI, Advanta, Prodent, Hotelaria Brasil e MegTur. A companhia também já possui cerca de 20 canais cadastrados para ofertar a solução e a expectativa é que sejam comercializadas 250 mil licenças em dois anos.
A criadora da tecnologia, a Verismic Software, foi fundada no Vale do Silício em 1996 e opera sob políticas de TI Verde desde 2009. Formado em economia, Felippe buscava soluções para outras iniciativas quando se deparou com a tecnologia e identificou os diferenciais que lhe chamaram a atenção. “A solução é certificada pela Energy Star e é a única no mundo que dá aos clientes o selo Carbon Neutral”, explicou o executivo.
O software promete identificar a política de consumo do usuário para que o computador trabalhe com o mínimo possível de ociosidade. Cada usuário tem um comportamento, por esse motivo, o programa não atua de forma padronizada. Há também a preocupação de não perder a eficiência, então as aplicações não entram em estado de espera ou o computador entra em hibernação muito rapidamente. “O sistema também resolve aqueles bugs que dão no sistema operacional que impedem o desligamento da máquina”, contou.
A companhia apresenta duas ofertas ao mercado brasileiro: software como serviço, com o custo de R$ 3,50 por licença, ou pelo método de licença perpétua, ao custo de R$ 89, que engloba um ano de manutenção. A proposta da Aiqon é ser invisível e autossuficiente, portanto, Felippe estima que os departamentos de TI gastem dez minutos por ano com atenção ao produto. “A maior parte de nossa manutenção é feita remotamente”, explicou.
No comunicado de divulgação do produto, por exemplo, é explicado que a solução de gerenciamento de energia é, inicialmente, instalada em um servidor próprio ou hospedado pela Aiqon. Em seguida, o próprio software distribui pequenos agentes em cada computador da empresa, permitindo rapidamente avaliar o nível de consumo das máquinas. A redução de custo de energia elétrica pode variar entre 40% e 60% já no primeiro mês de uso, o que significa um retorno de investimento (ROI) entre cinco e nove meses.
Obviamente que a própria Aiqon utiliza a tecnologia que comercializa: com cinco terminais em seu recém-lançado escritório e um pequeno servidor, a conta de energia de sua empresa oscila entre R$ 130 e R$ 170. A política da companhia é reduzir tanto quanto for possível o consumo de papel. Por esse motivo, Felippe adquiriu tablets para seus colaboradores, que fazem as apresentações em visitas a clientes diretamente no dispositivo. “Assim facilita o processo e reduz o consumo”, justificou.
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