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Se há 15 anos pensar em celulares com capacidade de processamento superior a antigos data centers já era considerado um salto de evolução quase que inimaginável, assim como cloud computing era uma teoria transformadora, os próximos cinco anos nos revelam movimentos ainda mais aterradores. E segundo uma perspectiva publicada nesta semana pela IBM – em sua tradicional lista de previsões anual – nos próximos cinco anos, computadores serão capazes de ver, ouvir, tocar e sentir cheiros e gostos. Estas cinco habilidades trarão a Era dos Sistemas Cognitivos.
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Não é desconhecida a estratégia da companhia baseada em no conceito “mais inteligente”, como ofertas das linhas Smarter Cities, Smarter Computing e Smarter Buildings, entre outras. E não podemos esquecer que já faz quase dois anos que seus parrudo sistema de inteligência artificial cognitiva, o Watson, venceu o Jeopardy, em uma competição de perguntas a respostas travadas com humanos.
De fato as coisas estão mudando. Segundo Sugata Mitra, professor de Tecnologia educacional na Escola de Educação, Comunicação e Ciências de Linguagem da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, em cinco anos o celular vai desparecer, e toda a tecnologia embarcada no dispositivo, assim como o acesso ao Google, pode ser transferida para o cérebro humano, causando uma revolução total na forma como a tecnologia é consumida e como o ambiente educacional é formatado.
A chegada desse processo ao universo comercial, com o lançamento da assistente pessoal Siri, há um ano, já indicou um movimento, segundo especialistas, ainda inimaginável para o futuro, no qual dividir homem e máquina, digital e físico, serão coisas tão difíceis quanto separar cérebro e pensamento, alma e corpo.
Na visão da IBM, a Era dos Sistemas Cognitivos poderá gerar uma série de aplicações comerciais, que ajudarão tanto indústrias quanto elevarão o padrão de vida humano. “Esta nova geração de máquinas vai aprender, adaptar-se, sentir e começar a experienciar o mundo como ele realmente é”, disse a companhia em um comunicado.
“Estas novas capacidades vão nos ajudar a nos tornar mais atentos, produtos e nos ajudarão a pensar – mas não pensaremos por nós mesmos. O sistemas computacionais cognitivos vão nos ajudar a ver através da complexidade, manter-nos em dia com a velocidade da informação, tomar decisões mais informadas, melhorar nossa saúde e padrão de vida, enriquecer nossas atividades e quebrar todos os tipos de barreira, incluindo distancia geográfica, linguagem, custo e inacessibilidade”, diz o material. Cientistas da companhia de todo o mundo trabalham para esse movimento, explicou a companhia.
Veja os detalhes abaixo:
Saindo da IBM e indo para o senso comum, especialistas consideram que a dependência que temos hoje da eletricidade será a mesma que possuiremos da internet em alguns anos. Com tudo centralizado em cloud computing, com os dispositivos sendo apenas uma via de acesso (ou de transmissão) dos dados, como você acha que ficará a relação do homem com a máquina? Em sua opinião, qual o impacto que o avanço dos sistemas cognitivos – algo que Stanley Kubrick tentou retratar em seu famoso e incomparável filme “2001: Uma Odisseia no Espaço” – terá sobre a vida humana, para o bem e para o mal?
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