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“Se tiver que projetar os próximos cinco anos, eu diria que o celular vai desaparecer”. A afirmação foi feita pelo indiano Sugata Mitra, professor de Tecnologia educacional na Escola de Educação, Comunicação e Ciências de Linguagem da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, durante palestra realizada nesta terça-feira (07/02) durante a Campus Party Brasil 2012. De acordo com o especialista, toda a tecnologia embarcada no dispositivo, assim como o acesso ao Google, pode ser transferida para o cérebro humano, causando uma revolução total na forma como a tecnologia é consumida e como o ambiente educacional é formatado.
“O telefone móvel condensa muitas tecnologias. Quando era jovem tinha um dispositivo grande chamado rádio e outro chamado vitrola. Eles desapareceram. Assim como o walkman, que foi substituído pelo MP3, que desapareceu e virou celular. A TV virou celular. O computador virou celular”, ponderou.
De acordo com o especialista, o celular ficará cada vez menor, mais barato e mais fino. Seu desaparecimento em um tempo de espaço tão curto, explicou, se dá pelo fato do desenvolvimento da tecnologia. O celular e a conexão à internet, explicou, podem ficar em um ambiente dentro do crânio humano, com todos os conjuntos binários de zeros e uns, que geram as informações na rede, em um espaço de nossa mente. “Há uns 20 anos ninguém conseguia imaginar um telefone móvel. Então a questão não é o que as empresas de telefonia devem fazer, mas o que você fará quando o Google estiver em sua cabeça?”, questionou
De acordo Mitra, isso irá gerar uma quebra de paradigma na educação: como ficariam os exames e provas escolares? Eles seriam cobrados ainda? “Será que teremos que fazer com que os alunos passem por um exame para ver se eles têm isso na cabeça? As pessoas podem fingir o que não são”, alertou.
Colaborou Adriele Marchesini (que gosta pouco dessas histórias e ficou ANIMADÍSSIMA)
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