A rede não pode ser culpada pelo que acontece dentro dela, afirmou Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br. A posição foi defendida durante a abertura do Dia Mundial da Internet, que ocorreu nesta terça-feira (07/02) durante a Campus Party Brasil (CPBR5).
O especialista do Nic.br apontou ainda tres itens importantes para melhorar a proteção da rede:
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- Tecnologia: usar a tecnologia para corrigir problemas que ela mesma causa. Como exemplo,
Getschko usou o processo de fechamento da porta 25 que era utilizada para envio de spams e malwares.
- Colaboração: um exemplo utilizado pelo especialista foram os ataques de negação de serviços , como os realizados por grupos hackitivistas. Eles seriam difíceis de resolver, mas se houver colaboração, é possível juntar as pessoas que estejam dispostas a impedir a atividade
- Jurídico: o exemplo utilizado aqui também foi relativo à onda de ataques que se espalhou pela internet nos últimos tempos. Um ataque de negação de serviço é tratado como invasão, o que não é verdade. Se essa ação foi planejada por uma counidade organizada, não difere muito de um grupo que se junta para protestar sobre determinados assuntos. Contudo, se eles foram feitos por maquinas escravas, a atividade ganha um aspecto mais nocivo, porque o responsável pela ação arrebanha máquinas zumbis sem que elas tivessem vontade e noção disso. “Existe uma região cinzenta entre o que é reivindicação e o que é o malicioso”, afirmou.
Para encerrar ele deixou no ar uma discussão: como fazer para deixar a internet mais segura, mas sem acabar com a liberdade de expressão que ela nos dá?
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