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Apesar do crescimento exponencial da oferta de conteúdos em língua portuguesa na internet, ainda está em debate qual o melhor modelo de negócios para rentabilizar os investimentos cada vez maiores em busca da qualidade. As estratégias incluem desde a tradicional publicidade até o modelo freemium (oferta de conteúdo básico gratuito, com cobrança por serviços ou conteúdos adicionais), passando ainda por assinatura e novos produtos, incluindo e-commerce, cursos e conteúdos customizados.
A discussão esteve em pauta na Futurecom 2011 em painel que reuniu Fabiana Zanni, diretora de mídias digitais da Editora Abril; Gil Torquato, presidente da UOL Diveo; Marta Gleich, diretora de Internet do grupo RBS; Paulo Castro, diretor geral do Terra Networks; e Roberto Gerosa, diretor de conteúdo do IG.
Segundo os painelistas, de modo geral são mais rentáveis as operações que vão além do conteúdo. Algumas casam conteúdo com provimento de acesso – caso do UOL, empresa que se tornou lucrativa em 2004 – e um modelo muito próprio do Brasil, onde a prestação de serviço de autenticação acabou dando origem a cerca de seis mil empresas espalhadas pelo País que, em boa parte, passaram a oferecer também conteúdo.
A receita publicitária, de modo geral, é insuficiente. Embora as redações online contem hoje com estrutura similar – se não mais sofisticada – às dos veículos offline, a publicidade na internet, apesar do crescimento, ainda tem participação modesta no total de investimentos – e é muito pulverizada. Além disso, o pagamento por conteúdo – outra fonte de receita da mídia tradicional – tem do outro lado usuários acostumados com a gratuidade da rede.
Um exemplo bem sucedido de venda de conteúdo é o Sonora, serviço de música do Terra, gratuito até 20 horas mensais e pago a partir disso. Hoje são 5,5 milhões de usuários na América Latina, dos quais 500 mil são assinantes. “O conteúdo gratuito é commodity, as breaking news. Um artigo de um colunista pode ser cobrado”, exemplificou Marta. Na Abril, as experiências são no sentido de buscar fontes alternativas à publicidade, como cursos, conteúdo personalizado e e-commerce.
O perfil multitelas é outra fonte de renda – o IG é um que está presente em mais de nove mil telas espalhadas em aeroportos, padarias e outros. “Publicidade, freemium e novos serviços foram o melhor modelo até agora”, diz Torquato.
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