65% dos brasileiros estão mais propensos a abrir conta bancária digital

Levantamento da FICO mostra que pandemia alterou hábitos bancários do consumidor. Para o processo, brasileiros preferem apps a websites

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fintech, banco digital — Foto: Adobe Stock

A pandemia não só acelerou a transformação digital dos negócios como também aumentou o entusiasmo dos consumidores bancários quando o assunto é abrir uma conta digitalmente. É o que revela um estudo da FICO, segundo o qual 65% dos brasileiros estão mais dispostos a abrir uma conta bancária agora do que estavam em 2020.

O estudo foi realizado em 14 países, incluindo o Brasil, e avaliou mudanças causadas pelo isolamento social entre consumidores e bancos. Os brasileiros são os que disseram ter maior preferência por utilizar aplicativos para abrir contas, ao invés de um site – 43% preferem aplicativos e 22% websites. Além disso, 36% afirmam ter menos intenção de abrir uma conta em uma agência do que há um ano.

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Os brasileiros também disseram esperar resolver todo o processo de abertura de conta de forma digital: 77% desejam provar identidade e 66% registrar biometria sem precisar de outros canais. Se solicitada a ida a uma agência ou o envio de documentos por correio, 24% vão buscar um concorrente e 18% irão desistir completamente do processo.

Caso seja necessário enviar documentos por e-mail ou usar um portal de identidade separado, 12% dizem que vão procurar um concorrente e 10% não irão seguir com o processo.

Autenticação e segurança

Questionados sobre verificação de identidade, 76% dos consumidores brasileiros disseram que o processo é para própria proteção, 65% para a segurança do banco e 25% porque a empresa tem obrigação legal de o fazer. Também se disseram dispostos a fornecer dados biométricos para proteger contas, incluindo varredura facial, impressão digital ou impressão vocal. 43% dos entrevistados afirmam que estão totalmente de acordo que as instituições façam isso e 42% concordam desde que entendam o motivo.

A pesquisa foi realizada entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. Foram entrevistados 14 mil adultos em 14 países – Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido, África do Sul, Colômbia, México, Austrália, Nova Zelândia, Vietnã, Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia -, sendo 1.000 pessoas em cada país.

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