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Alguns turistas que vierem para o Brasil em junho por conta da Copa do Mundo podem ficar frustados ao tentar acessar o serviço de 4G, especialmente os visitantes de países em que a frequência não é a mesma da utilizada no Brasil.
Apesar de estar disponível no país desde abril de 2013, o 4G é ofertado apenas na frequência de 2,5 giga-hertz – a mesma frequência utilizada em países como Alemanha, Colômbia, o Chile, a Costa Rica e o Canadá. Contudo, a faixa de 700 mega-hertz, usada em certos países da América do Sul e da Ásia, ainda será licitada pelo governo este ano.
Segundo o diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, indica que o turista estrangeiro que passar por esses problemas deverá usar a rede 3G do Brasil. Para tanto, é preciso fazer um contrato de roaming com a operadora do seu país, que permitirá obter conectividade em áreas fora da localidade geográfica.
“Os visitantes dos Estados Unidos que vêm ao Brasil não podem usar o 4G porque não há compatibilidade de serviços dos dois países. Quem vier, vai usar como se não existisse o 4G no Brasil, vai usar o 3G. Assim como os brasileiros que vão aos Estados Unidos não vão ter acesso à quarta geração lá”, afirmou Levy.
O país conta hoje com 1,6 milhão de acessos em 4G, distribuídos em 98 cidades, entre elas todas as sedes da Copa. A previsão é que abril, o serviço chegue a todas as capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes, conforme estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Até o momento, 41 cidades que se enquadram nessa categoria possuem cobertura 4G, de modo que apenas quatro cidades ainda não contam com o serviço: Duque de Caxias (RJ), Feira de Santana (BA), Londrina (PR) e Porto Velho (RO).
Especialistas acreditam que a demanda pelo 4G na Copa não será grande, uma vez que existem poucos usuários no Brasil, além de ser pequena a previsão de turistas de lugares como Estados Unidos, a Coreia e o Japão.
Para o diretor do SindiTelebrasil, as empresas brasileiras de telecom já estão acostumadas a montar estruturas para grandes eventos. E, para evitar congestionamento de tráfego, principalmente nos arredores dos estádios, as operadoras vão implantar estruturas indoor, com antenas dentro dos estádios, além de equipamentos móveis no entorno das arenas e rede wi-fi com acesso liberado.
Essa infraestrutura, de acordo com Levy, fornecerá a mesma qualidade ao turista percebida pelo brasileiro, pois “o número de turistas que devem vir é muito pequena proporcionalmente aos 270 milhões de celulares que temos. Não é isso que vai fazer uma diferença no tráfego brasileiro”, diz.
*Com informações da Agência Brasil.
Redação
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