Em 20 anos, de acordo com projeções do Gartner, serão cinco bilhões de dispositivos móveis conectados espalhados pelo mundo, só de celulares serão 3,5 bilhões. Dados como esse reforçam cada vez mais a necessidade de o CIO reservar parte do seu tempo para elaborar um plano de como acomodar tecnologias emergentes dentro da estratégia corporativa. Não importa o nome usado (consumerização, BYOD, mobilidade), é preciso encarar essa realidade.
?As condições para massificação (de tablets e smartphones) estão criadas, é um fenômeno irreversível. Aumento brutal da renda deve continuar, disponibilidade de banda larga e fixa é abrangente, venda de smartphone está popularizada e governo tem interesse em incentivar adoção de tecnologia móvel?, comenta Nilton Omura, sócio da prática de assessoria em TI da Ernst & Young Terco, durante o Ciab Day, realizado em São Paulo.
O especialista lembra que, ao entrar neste mundo, as empresas e a TI precisam trabalhar a experiência do usuário, de forma a não correr o risco de perder clientes. Em levantamento da própria Ernst & Young, avaliando especificamente o mercado financeiro, o canal móvel foi o que obteve a avaliação mais baixa e isso muito em função da qualidade de serviço e facilidade de uso. Diante desta realidade, o executivo sugere quatro pontos de atenção que precisam ser solucionados no curto prazo pelos CIOs, sem importar o segmento de atuação.
1 ? Experiência do usuário
Como frisa Omura, ?a TI não tem no DNA o hábito de partir pela experiência do usuário, não pensa com olhar do usuário e isso é muito importante?. Desta forma, a tendência é colocar tudo no mesmo cesto, um erro complicado, uma vez que tablet e smartphones oferecem experiências diferenciadas. Isso sem contar a diversidade de plataformas. Criar uma aplicação para BlabkBerry é totalmente diferente do processo de criação para iOS. ?Isso traz desafios de planejamento para tornar experiência atraente em diversos dispositivos.?
2 ? Arquitetura e governança no desenvolvimento de novas soluções
Ainda que as plataformas dominantes não estejam totalmente definidas no mercado móvel, é preciso estudar o impacto disso em governança e no processo de desenvolvimento de aplicações. ?Quando comecei a carreira tinha discussão de client server e isso está de volta com a web. Você tem recursos, frameworks, sistemas operacionais diversos, necessidade de definir se parte para aplicação única ou se várias, sites otimizados, integração com recursos dos dispositivos e etc.?
3 ? Arquitetura de segurança
Que consumerização ou a chegada de qualquer tecnologia impõe desafios à segurança da informação todos sabem. Mas é preciso encarar a realidade e trabalhar para superar essas barreiras. Alguns estudos, como citou Omura, mostra que existe preocupação também por parte das pessoas sobre o nível de segurança no uso dos devices. Algumas, por exemplo, não efetuam transações bancárias por medo de segurança. ?Smartphones e tablets são usados em ambientes distintos e os níveis de segurança precisam ser diferentes?, ensina o especialista, ao lembrar que os perfis de uso se diferenciam. As pessoas usam celulares inteligentes em todos os lugares, inclusive nas ruas, já tablets, o uso é maior dentro de empresas ou nas casas.
4 ? Análise móvel
?Esses devices trazem disponibilidade de dados sobre o comportamento, perfil de uso e até em relação aos temas de fraude, uso para atividades ilícitas que precisam ser incorporados nos processos analíticos?, comenta Omura. Ou seja, você CIO tem um ferramental importantíssimo para entender e trabalhar o perfil do usuário e talvez não o esteja fazendo. Ao baixar uma aplicação, de forma geral, o usuário cede o acesso a dados sobre geolocalização, comportamento de uso, tipo de aparelho e ter uma plataforma consistente de análise dos usuários, com informações sobre frequência de uso e tempo de conexão é fundamental. ?Enriquece seu processo de CRM analytic e a capacidade de direcionar campanhas é tremendo.?
Conclusão
Depois de passar pelas quatro áreas, o especialista da Ernst & Young Terco concluiu a linha de pensamento com algumas dicas para o CIO conseguir atender a esses desafios. ?Coloque a experiência do usuário no centro das atenções de todas as decisões?, referenda. ?Estabeleça fundações da arquitetura de soluções e governança de desenvolvimento e assegure conformidade com esta arquitetura para novas aplicações, use intensivamente ferramentas analíticas para medir a efetividade dos investimentos e crie mecanismos de proteção; comunique-os de forma clara para os usuários.?
por Eduardo Barros A transformação da inteligência artificial (IA) nos negócios lembra o que aconteceu…
A Snowflake anunciou os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado…
A Comissão Europeia determinou que a Meta reestabeleça o acesso de assistentes de inteligência artificial…
As negociações com as ações da SpaceX têm início nesta quinta-feira, 12, em uma oferta…
A ascensão dos agentes de inteligência artificial (IA) está criando uma oportunidade para plataformas de…
Continuam abertas as inscrições para o prêmio Executivo de TI do Ano 2026. A iniciativa,…