Publicado:
Leitura 4 minutos
Em 20 anos, de acordo com projeções do Gartner, serão cinco bilhões de dispositivos móveis conectados espalhados pelo mundo, só de celulares serão 3,5 bilhões. Dados como esse reforçam cada vez mais a necessidade de o CIO reservar parte do seu tempo para elaborar um plano de como acomodar tecnologias emergentes dentro da estratégia corporativa. Não importa o nome usado (consumerização, BYOD, mobilidade), é preciso encarar essa realidade.
?As condições para massificação (de tablets e smartphones) estão criadas, é um fenômeno irreversível. Aumento brutal da renda deve continuar, disponibilidade de banda larga e fixa é abrangente, venda de smartphone está popularizada e governo tem interesse em incentivar adoção de tecnologia móvel?, comenta Nilton Omura, sócio da prática de assessoria em TI da Ernst & Young Terco, durante o Ciab Day, realizado em São Paulo.
O especialista lembra que, ao entrar neste mundo, as empresas e a TI precisam trabalhar a experiência do usuário, de forma a não correr o risco de perder clientes. Em levantamento da própria Ernst & Young, avaliando especificamente o mercado financeiro, o canal móvel foi o que obteve a avaliação mais baixa e isso muito em função da qualidade de serviço e facilidade de uso. Diante desta realidade, o executivo sugere quatro pontos de atenção que precisam ser solucionados no curto prazo pelos CIOs, sem importar o segmento de atuação.
1 ? Experiência do usuário
Como frisa Omura, ?a TI não tem no DNA o hábito de partir pela experiência do usuário, não pensa com olhar do usuário e isso é muito importante?. Desta forma, a tendência é colocar tudo no mesmo cesto, um erro complicado, uma vez que tablet e smartphones oferecem experiências diferenciadas. Isso sem contar a diversidade de plataformas. Criar uma aplicação para BlabkBerry é totalmente diferente do processo de criação para iOS. ?Isso traz desafios de planejamento para tornar experiência atraente em diversos dispositivos.?
2 ? Arquitetura e governança no desenvolvimento de novas soluções
Ainda que as plataformas dominantes não estejam totalmente definidas no mercado móvel, é preciso estudar o impacto disso em governança e no processo de desenvolvimento de aplicações. ?Quando comecei a carreira tinha discussão de client server e isso está de volta com a web. Você tem recursos, frameworks, sistemas operacionais diversos, necessidade de definir se parte para aplicação única ou se várias, sites otimizados, integração com recursos dos dispositivos e etc.?
3 ? Arquitetura de segurança
Que consumerização ou a chegada de qualquer tecnologia impõe desafios à segurança da informação todos sabem. Mas é preciso encarar a realidade e trabalhar para superar essas barreiras. Alguns estudos, como citou Omura, mostra que existe preocupação também por parte das pessoas sobre o nível de segurança no uso dos devices. Algumas, por exemplo, não efetuam transações bancárias por medo de segurança. ?Smartphones e tablets são usados em ambientes distintos e os níveis de segurança precisam ser diferentes?, ensina o especialista, ao lembrar que os perfis de uso se diferenciam. As pessoas usam celulares inteligentes em todos os lugares, inclusive nas ruas, já tablets, o uso é maior dentro de empresas ou nas casas.
4 ? Análise móvel
?Esses devices trazem disponibilidade de dados sobre o comportamento, perfil de uso e até em relação aos temas de fraude, uso para atividades ilícitas que precisam ser incorporados nos processos analíticos?, comenta Omura. Ou seja, você CIO tem um ferramental importantíssimo para entender e trabalhar o perfil do usuário e talvez não o esteja fazendo. Ao baixar uma aplicação, de forma geral, o usuário cede o acesso a dados sobre geolocalização, comportamento de uso, tipo de aparelho e ter uma plataforma consistente de análise dos usuários, com informações sobre frequência de uso e tempo de conexão é fundamental. ?Enriquece seu processo de CRM analytic e a capacidade de direcionar campanhas é tremendo.?
Conclusão
Depois de passar pelas quatro áreas, o especialista da Ernst & Young Terco concluiu a linha de pensamento com algumas dicas para o CIO conseguir atender a esses desafios. ?Coloque a experiência do usuário no centro das atenções de todas as decisões?, referenda. ?Estabeleça fundações da arquitetura de soluções e governança de desenvolvimento e assegure conformidade com esta arquitetura para novas aplicações, use intensivamente ferramentas analíticas para medir a efetividade dos investimentos e crie mecanismos de proteção; comunique-os de forma clara para os usuários.?
Redação
5 horas atrás
Redação
8 horas atrás
Redação
9 horas atrás
Redação
10 horas atrás