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12 novas disrupções tecnológicas que definirão o futuro das empresas

Imagem: Shutterstock

A consultoria americana especialista em tecnologia Gartner divulgou essa semana um relatório em que identifica o que ela chama de “as 12 disrupções tecnológicas emergentes que definirão o futuro dos sistemas empresariais”. Segundo a empresa, líderes de tecnologia devem priorizar essas tecnologias e tendências nos próximos cinco anos, uma vez que elas trazem “oportunidades competitivas” e se tornarão padrão em organizações de vários setores.

“Os líderes de tecnologia devem agir agora para obter a vantagem de serem os primeiros a usar essas tecnologias”, diz em comunicado Bill Ray, vice-presidente e analista do Gartner. “Avanços inovadores, como arquitetura de código habilitada por inteligência artificial (IA) generativa, segurança contra a desinformação e Earth Intelligence fornecerão a diferenciação necessária para ajudar as empresas a se destacarem…”

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Esses 12 “disruptores tecnológicos”, como a consultoria chama, estão em estágio inicial quando vistos em separado, mas eles podem ser agrupados em três grandes grupos: aplicações, dados e infraestrutura (com a segurança alcançando todos os três). Segundo o Gartner, adotados em conjunto eles começam a definir soluções emergentes amplas para novas práticas de negócios.

Outros insights

O Gartner também lista, no comunicado enviado ao IT Forum, algumas práticas de negócio emergentes a partir desses disruptores. A primeira é a arquitetura de código habilitada por IA generativa, que promete aplicações dinâmicas e combináveis.

Segundo a consultoria, sistemas com IA generativa que usam entradas e saídas de texto de forma livre e multimídia substituirão a interface de usuário sequencial orientada por formulários convencionais em aplicações corporativas. “Para permanecerem competitivos, os fornecedores tradicionais de software corporativos precisarão reestruturar suas aplicações para atender às soluções de IA generativa combináveis que são acionadas sob demanda por meio de prompts textuais e multimodais”, diz Ray Valdes, VP do Gartner.

O Gartner prevê que, até 2029, mais de 50% das interações de usuários vinculadas a processos de negócios aproveitarão grandes modelos de linguagem para contornar a camada de interface do usuário. Atualmente são menos de 5%.

A segurança contra desinformação é outra disciplina emergente citada pelo Gartner. Ela inclui um conjunto de tecnologias, como a detecção de deepfake, a prevenção de personificação e a proteção da reputação. O objetivo é lidar com as chamadas “fake news” para ajudar empresas a proteger sua marca e assegurar presença online.

Leia mais: Ilya Sutskever escolhe Google Cloud para impulsionar sua nova startup de IA

O Gartner prevê que, até 2030, pelo menos metade das empresas terá adotado produtos ou serviços contra desinformação, em comparação às menos de 5% de 2024.

Por último vem a Earth Intelligence. O Gartner prevê que, até 2028, 80% dos principais ativos da superfície terrestre serão monitorados globalmente por satélites ativos. Essa tendência usa IA para analisar dados de satélites, aéreos e terrestres para monitorar ativos e atividades na superfície terrestre.

“Isso não significa mapas e gráficos. Earth Intelligence está fornecendo números sobre a produção global de níquel, a receita de parques temáticos e a saúde das plantações de trigo, para citar apenas alguns”, diz Ray Valdes. Segundo ele, pela amplitude das aplicações, a Earth Intelligence é aplicável a todos os setores e empresas, com a área de defesa sendo a primeira a adotar a tecnologia.

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Redação
Tags: disrupçõesGartnerrelatóriotendências
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