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YouTube testa modelos para buscar lucro

O portal de vídeos YouTube tornou-se fenômeno mundial e hoje contabiliza uploads de 20 horas de conteúdo a cada um minuto. E é com essa marca impressionante que o Google pretende faturar, bolando modelos diferenciados de publicidade online. Desde que adquiriu a companhia em outubro de 2006, por US$ 1,6 bilhão, o gigante das buscas vem enfrentando desafios na administração, que envolvem, po exemplo, processos, propriedade intelectual e crime digital.

Para os que dizem que o serviço dá prejuízo, o chefe de comunicação global do YouTube, Ricardo Reyes, rebate dizendo que as ações do Google subiram por ocasião da compra. “O Google é uma companhia com capacidade incrível, por isto, o YouTube está andando bem com ele. O YouTube é uma marca reconhecida mundialmente.” Contudo, recentemente, o blog da InformationWeek EUA, baseado em um levantamento do Credit Suisse, informou que o Google ainda não tinha recuperado o valor investido no site de vídeos. Além disso, o post dizia que, neste ano, a companhia teria despesas operacionais na ordem de US$ 711 milhões, enquanto produziria, em publicidade, US$ 240 milhões.

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Mas algumas ações dentro do YouTube estão sendo feitas para mudar esta história. Reyes explica que estão sendo testados modelos de publicidade no mercado norte-americano e, dependendo da aceitação, serão levados para todo o mundo. Segundo ele, diversos produtos lançados são aliados à página do YouTube. O executivo também reconhece que o modelo de conteúdo popular terá anúncios diferenciados. “Podem ser em vídeo, correndo como uma tira. Pode ser vídeo patrocinado, como funciona no Google (no caso dos links), vem o resultado orgânico e outros que têm alguma relação. A maioria dos produtos está em experiência”, contou.

Eles também querem explorar a popularidade dos vídeos. Neste caso, seria oferecida uma espécie de cota de patrocínio aos anunciantes e, em caso de venda, a empresa faria um acordo com os donos do conteúdo.

Motivo do sucesso

O sucesso do YouTube é inegável e algumas empresas de mídia tradicionais, como Warner e os estúdios de Hollywood, antes temerosas com o serviço, costuraram acordos com o portal. “YouTube tem êxito porque dá voz às pessoas sem a necessidade de uma televisão. As pessoas perceberam que podem falar o que pensam e que há audiência para isso”, ressalta Reyes.

Toda essa popularidade, entretanto, rende dores de cabeça. O site precisou se preparar para evitar problemas com legislações locais e também coibir vídeos pornográficos ou que ofendam alguma pessoa em especial. “Não temos como saber que tipo de vídeo as pessoas querem subir, mas há como saber o que elas querem ver”, disse o executivo, revelando que a empresa não consegue controlar todo o conteúdo.

Para que regras básicas de uso sejam cumpridas e que os conteúdos também estejam de acordo com as leis, a companhia conta com a colaboração do próprio público. “As pessoas se sentem donas do YouTube. Elas denunciam quando algo quebra as regras e avisam porque estão denunciando. Aí o YouTube entra em ação”, afirma Reyes. Segundo a empresa, depois de marcado, se realmente violar as políticas, o vídeo é retirado do ar em pouco tempo.

Fora a ajuda do público, algumas medidas, como a limitação do tempo de vídeo em dez minutos, contribuem para evitar problemas jurídicos. “Não foi por falta de capacidade (a limitação), mas para barrar coisas ilegais, arquivos grandes que poderiam gerar problemas de propriedade intelectual”, confirmou.

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Editorial IT Forum 365
17 anos ago

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