A partida rápida
Este ponto foi mencionado no final da coluna anterior. A MS está preocupada com o tempo de espera dos usuários durante a inicialização da máquina ou retomada do trabalho após a hibernação. Vejam os slides da Figura 2.
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Observem o slide da esquerda. Nele, bem no alto, a MS exprime suas intenções no que toca à partida. Textualmente: “Os PCs com Windows 8 darão a partida rapidamente, em alguns casos quase instantaneamente, e estarão prontos para uso sem quaisquer retardos longos ou inesperados. Quando os usuários desejarem verificar a correspondência eletrônica, consultar os resultados de jogos esportivos ou executar arquivos de mídia, eles amarão seus PCs porque conseguirão o que pretendem rapidamente“. Como se vê, grandes expectativas.
E como os desenvolvedores pretendem preenchê-las? Reduzindo a espera após ligar a máquina, fazendo com que a máquina “acorde” instantaneamente após um período de dormência (“instant sleep resume“), tornando a experiência do usuário mais racional ao transitar entre os diversos estados liga/desliga, empregando ferramentas e telemetria para otimização dos sistemas e permitindo que usuários entusiastas afiram a melhoria do desempenho, oferecendo-lhes opções de configuração que atendam este objetivo.
A estratégia a ser adotada para chegar a estes resultados está descrita no slide da direita da Figura 2. Para começar, os PCs que rodarão Windows 8 se comportarão como qualquer outro eletrodoméstico: quando não em uso, em vez de desligar, assumirão um estado letárgico, de baixo consumo de energia (aquele LED que fica sempre iluminado quando sua televisão está aparentemente desligada indica este estado; é por isto que a imagem aparece tão rapidamente quando você a liga; experimente desliga-la efetivamente da tomada e depois volte a liga-la para perceber a diferença).
Mas isto não quer dizer que o tradicional método de partida e desligamento será deixado de lado: grandes esforços serão investidos na redução tanto do tempo que medeia entre o momento em que o usuário aperta o botão “liga” e a máquina se apresenta pronta para o uso, com todos os “drivers” e residentes carregados, quanto na minimização daquele que transcorre entre o apertar do botão “desliga” e a máquina fechar os arquivos, imobilizar o disco rígido e apagar o vídeo.
Uma das formas de conseguir isto é fazer, por exemplo, com que os dados armazenados no “ReadyBoost” permaneçam acessíveis em inicializações sucessivas. Esqueceu o que é “ReadyBoost”? Ora, as velhas colunas estão aí para isso mesmo. Releia a “Vista: ReadyBoost não aumenta a RAM“, publicada em junho de 2008.
Seja como for, como ressalta o slide, a MS vai investir no sentido de melhorar o que ela mesma chamou de “experiência liga/desliga do usuário”, inclusive fornecendo ferramentas para que o próprio usuário consiga não somente aferir como também otimizar esta melhoria.
Inclusive combinando a operação de “logoff” com a de hibernar.
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