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Wi-fi corporativo: a solução não está na controladora

Por Fernando Lobo*

Para quem investe em wi-fi em sua empresa, é importante saber que a homologação do padrão 802.11n não trouxe somente avanços tecnológicos. O protocolo foi uma verdadeira libertação das controladoras, soluções antigas que foram projetadas em uma época em que a capacidade de processamento dos pontos de acesso era insuficiente para distribuir com inteligência os acessos à rede.

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As controladoras foram criadas em 2003 para suprir a existência de um control plane compartilhado, responsável pelas operações em tempo real na infraestrutura de rede sem fio, para pontos de acesso wi-fi. Era uma época em que criar uma solução de uma única caixa era mais barato do que adicionar capacidade de processamento aos pontos de acesso e criar protocolos para compartilhamento.

Porém, essa solução tem diversas falhas graves, que podem inclusive comprometer o bom andamento da organização. O principal é o ponto de acesso remoto, uma tentativa dos fabricantes de passar uma grande quantidade de funcionalidades para os locais cobertos por esse sistema sem a necessidade de instalar controladoras em todos os ambientes que deveriam ser cobertos pelo sinal wi-fi. Por ser conectado à controladora, que repassa as ações, a troca de informações entre os dois nunca pode ser interrompida. Caso contrário, o acesso remoto perde sua função. São riscos que nenhuma empresa deve correr.

Mais, ainda bem, nos últimos anos, a tecnologia evoluiu e libertou as companhias do pânico que era poder perder acessos em momentos cruciais. Os fabricantes de controladoras tiveram sorte que o tsunami de dispositivo wireless em corporações demorou a acontecer. Mas hoje já é uma realidade. E, com isso, surgem as inovadoras soluções de wi-fi sem controladoras, que têm mais rendimento e menor custo.

Nas soluções sem controladora, todas as funções de distribuição de dados são enviadas pelos pontos de acesso, da mesma forma que se distribuem nas redes cabeadas, porém mantendo a gerência e configuração de maneira centralizada por meio de um sistema responsável pela rede wi-fi. A solução faz a vez da controladora, utilizando um protocolo descentralizado e colaborativo entre os pontos de acesso, que podem ser ampliados de acordo com a necessidade da empresa. Com isso, esses pontos de acesso formam um sistema coletivo de tamanho variável. Esse protocolo cria o control plane compartilhado, formando, assim, um computador distribuído, que não exige licenças adicionais.

Graças à lei de Moore [que afirma que o número de transistores dos chips teria um aumento de 100% pelo mesmo custo a cada período de 18 meses], a capacidade de processamento, memória e todos os componentes associados, exigem hoje investimento baixo o suficiente para criar um control plane compartilhado por meio de protocolos intra-AP e inter-AP, além do tráfego seguir o caminho mais direto, sem desvios.

Vale destacar que em nenhum momento a solução com “controladora” é melhor do que a “sem controladora”. Protocolos são de graça. Controladoras são caras. Protocolos não têm um ponto único de falha. As controladoras são ponto único de falha. Protocolos operam em qualquer lugar em que os pontos de acesso estejam. As controladoras têm de estar instaladas de forma que os pontos de acesso as alcancem. Controladoras são gargalos. Pontos de acesso sem controladoras são apenas limitados pela infraestrutura Ethernet a qual estão conectados.

Mesmo que as variações nos ambientes que irão receber o wi-fi sejam muitas, optar por uma rede sem controladora sempre será a opção mais econômica. Portanto, a tecnologia que o mercado está adotando hoje não trouxe somente mais garantias e confiabilidade para empresários que investem em soluções de wi-fi corporativos. Representam também opções mais baratas, de fácil expansão e que conseguem acompanhar a demanda da empresa.

* Fernando Lobo é diretor geral da Aerohive para a América Latina

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itmidia
14 anos ago

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