WhatsApp é investigado por abuso de posição dominante e impedido de proibir chatbots de terceiros no Brasil

Inquérito aberto pelo Cade apura possíveis interferências econômicas com os novos termos do WhatsApp, validos desde janeiro deste ano

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A imagem mostra um smartphone com a tela exibindo o ícone do WhatsApp em destaque, sobre um fundo que parece ser a interface do aplicativo aberta em um computador ou versão web. Detalhes principais: Primeiro plano: Ícone do WhatsApp em verde com o símbolo branco característico (balão de conversa com telefone). O enquadramento foca no dispositivo, ocupando a maior parte da imagem. Plano de fundo: Interface do WhatsApp Web ou Desktop, com lista de conversas visível à esquerda e uma conversa aberta à direita. Elementos como nomes, mensagens e emojis aparecem desfocados, mantendo a privacidade. Cores e iluminação: Predominância de tons verdes e brancos, reforçando a identidade visual do WhatsApp. Iluminação clara e uniforme, criando uma composição limpa e moderna. Essa imagem transmite comunicação digital, conectividade e integração entre dispositivos móveis e desktop.
Imagem: Shutterstock

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um inquérito para investigar a Meta por abuso de posição dominante no WhatsApp. A investigação tem como foco o WhatsApp Business Solution Terms, novos termos de uso do aplicativo.

Em vigor desde janeiro deste ano, as normas passaram a proibir que fornecedoras de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa de uso geral, como chatbots, acessem a API do WhatsApp para disponibilizar seus serviços.

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A partir da mudança, soluções como o ChatGPT e o Copilot, deixaram de funcionar por meio de conversas diretas no aplicativo. Diante da alteração, a Superintendência-Geral do Cade analisa se existe potencial para fechar mercados e prejudicar a concorrência.

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Como parte do processo, o órgão determinou uma medida preventiva que suspende a aplicação dos novos termos enquanto os indícios de infração são avaliados. O movimento acompanha uma iniciativa semelhante realizada pela União Europeia, que também investiga se a Meta violou as regras de concorrência do bloco ao limitar o oferecimento de ferramentas de IA de terceiros dentro do mensageiro.

Ao fim da apuração, o Cade pode optar pela abertura de um processo administrativo contra a empresa ou pelo arquivamento do caso, caso não sejam constatadas infrações.

*com informações do TecMundo

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Sobre o Autor

Bella Winckler Matrone é repórter do IT Forum. Formada em jornalismo pela PUC-Campinas, desde 2018 se dedica a pautas ligadas à temas ESG, com forte ênfase ambiental. Possui passagens pela TV Record e assessorias de imprensa de instituições como a CUFA (Central Única das Favelas) e a Garena, com o jogo Free Fire. Atua no IT Forum, cobrindo tecnologia e inovação, desde 2024.

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