All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias
Categories: Notícias

Vírus Stuxnet foi criado por EUA e Israel, confirmam executivos da Casa Branca

O vírus Stuxnet, que atacou há alguns anos o Irã com o objetivo de paralisar suas usinas nucleares, foi construído como muitos especialistas de segurança haviam previsto: um esforço conjunto entre Estados Unidos e Israel. As revelações vieram à tona na última semana conforme reportagem do The New York Times, em uma história escrita por David Sanger, que está pesquisando para seu próximo livro: “Confront and Conceal: Obama’s Secret Wars and Surprising Use of American Power” (Confronto e Dissimulação: Armas de guerra e o surpreendente uso do poder americano de Obama).

Anonymous: ciberguerra não existe, dizem especialistas

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Ciberguerra: fornecedor de segurança do Exército explica treinamento de SI

“Esse esforço americano e israelense para minar o programa nuclear iraniano é baseado em entrevistas nos últimos 18 meses com ex e atuais funcionários envolvidos no programa, bem como inúmeros especialistas de fora. Nenhum permitiu ter o nome revelado porque o esforço segue altamente secreto e partes dele ainda estão em desenvolvimento”.

 

Tais envolvidos disseram que o Stuxnet foi desenvolvido como parte de um programa secreto  com o codinome de “Olympic Games” (Jogos Olímpicos), que começou sob o governo do Presidente George W. Bush (2001 a 2009) e acelerado sob as ordens de Barack  Obama. Como parte do programa, o malware foi desenvolvido para conseguir o desenho gráfico de uma instalação nuclear iraniana, em Natanz. Por medo de que Israel lançasse um ataque contra a instalação iraniana, a administração do projeto abriu o programa para o país. Os israelenses trabalharam com a Agência de Segurança Nacional para projetar o Stuxnet, que foi introduzido na instalação Natanz por meio de drives USB, por espiões e colaboradores involuntários.

 

Mas em 2010, relatou Sanger, um erro no código levou ao vírus para fora das instalações Natanz, que foi quando começou a infecção de PCs ao redor do mundo.

 

Stuxnet trilhou novos caminhos em malware porque o complexo aplicativo foi projetado com o único propósito de sabotar  os drives de conversão de alta frequência usados pela instalação de enriquecimento de urânio em Natanz. Isso o tornou o primeiro vírus a desabilitar equipamento físico. O vírus conseguiu incapacitar mil dos cinco mil drives usados pelo Irã na época, atrasando o programa de enriquecimento de urânio de 18 meses a dois anos, segundo as estimativas internas da administração Obama. Especialistas, entretanto, acreditam que o resultado dos atrasos é menos substancial.

Flame

 

Especialistas de segurança tentam agora revelar os mistérios do malware Flame. O vírus de  coleta de informações revelado no fim de maio tem como alvo predominantemente o Oriente Médio e Europa Oriental.

 

Com as revelações do Stuxnet, a próxima pergunta lógica é: O governo americano também patrocinou o Flame?

Funcionários americanos disseram a Sanger que o Flame não faz parte do programa Olympic Games, apesar de não comentarem se o malware foi ou não desenvolvido pelo país. Contudo, com base na análise do código, especialistas em segurança acreditam que o Flame foi patrocinado pelo mesmo grupo do Stuxnet.

Mas por que só agora essas revelações vieram à tona, se o vírus Stuxnet foi descoberto em junho de 2010? “Obama queria levar o crédito pelo Stuxnet porque isso o mostra como contundente contra o Irã; ele precisa disso com a chegada das eleições presidenciais”, tuitou Mikko Hypponem, diretor de pesquisa da F-Secure.

Além disso, o Stuxnet já serviu o seu propósito: “Stuxnet é notícia antiga. Mesmo com a descoberta recente, o Flame não é uma arma efetiva nos dias de hoje”, afirmou Graham Cluley, consultor sênior de tecnologia na Sophos, em uma postagem de blogue.

Mas para todo Stuxnet, Flame ou  Duqu, quantas outros malwares de espionagem estão em circulação? “Não há muitas dúvidas de que ciberarmas  continuam a ser desenvolvidas por governos; e há grandes chances que os Estados Unidos e Israel não sejam os únicos países a desenvolvê-las”, finalizou Cluley.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

 

Next Segurança corporativa e o princípio do menor privilégio »
Previous « Gerentes intermediários de TI devem assumir riscos
Share
Published by
Editorial IT Forum 365
14 years ago

    Related Post

  • UE ordena que Meta reabra WhatsApp a chatbots rivais
  • IPO da SpaceX chega ao mercado como aposta de US$ 1,75 trilhão em IA, não em foguetes
  • IA muda jornada de compra e devolve relevância aos sites de avaliação B2B, diz Forrester

Recent Posts

  • Artigos

Com a IA, setor de saúde vive revolução que o marketing digital proporcionou há dez anos

por Eduardo Barros A transformação da inteligência artificial (IA) nos negócios lembra o que aconteceu…

1 day ago
  • Inovação

Snowflake registra crescimento de 33% na receita e eleva projeções para o ano fiscal de 2027

A Snowflake anunciou os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado…

2 days ago
  • Notícias

UE ordena que Meta reabra WhatsApp a chatbots rivais

A Comissão Europeia determinou que a Meta reestabeleça o acesso de assistentes de inteligência artificial…

2 days ago
  • Notícias

IPO da SpaceX chega ao mercado como aposta de US$ 1,75 trilhão em IA, não em foguetes

As negociações com as ações da SpaceX têm início nesta quinta-feira, 12, em uma oferta…

2 days ago
  • Notícias

IA muda jornada de compra e devolve relevância aos sites de avaliação B2B, diz Forrester

A ascensão dos agentes de inteligência artificial (IA) está criando uma oportunidade para plataformas de…

2 days ago
  • Notícias

Prêmio Executivo de TI do Ano 2026: conheça os critérios de avaliação

Continuam abertas as inscrições para o prêmio Executivo de TI do Ano 2026. A iniciativa,…

2 days ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L