Virtualização do usuário: o próximo passo

Ideia é permitir o acesso de qualquer dispositivo conectado à Internet - seja um notebook, um tablet PC ou um smartphone - a esse ambiente vitualizado.

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Virtualização do usuário: o próximo passo

A virtualização do usuário constitui o próximo passo na evolução tecnológica: não se trata da virtualização de pessoas, mas sim da separação entre os atributos únicos dos seus ambientes de trabalho, o dispositivo cliente e a imagem do desktop virtual.

A ideia é permitir o acesso de qualquer dispositivo conectado à Internet – seja um notebook, um tablet PC ou um smartphone – a esse ambiente. Isso é feito independentemente de implicar a execução de um sistema operacional nativo do Windows, Mac ou Android. Essa capacidade de atingir a portabilidade sem rupturas através de vários tipos de dispositivos já está disponível,
embora ainda em evolução.

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“Estamos diante de uma mudança fundamental e profunda na tecnologia, onde a área de trabalho está agora em um data center  (ou “na nuvem”) em vez de estar na máquina na sua secretária”, diz Jim Curtin, presidente e CEO da Virtual Bridge. “Esta área de trabalho aparece agora em praticamente qualquer dispositivo com ligação à Internet. Uma área de trabalho virtual, acessível a partir de iPads, telefones, ‘thin clients’, laptops, computadores domésticos, computadores de trabalho, quiosques, centros de negócios… em qualquer lugar”.

Dave Bartoletti, analista sênior do The Taneja Group, concorda que este é um fator motriz. E acrescenta: “o espaço de trabalho do futuro vai parecer muito mais como um smartphone/tablet do que com o PC tradicional, com as aplicações liderando as escolhas das infraestruturas. É possível (embora nem sempre prático em display pequeno) fornecer um
ambiente de trabalho completo do Windows – ou aplicações individuais –
para um smartphone ou um tablet. Em vez de virtualizar um ambiente Windows para cada usuário, mais e mais empresas procuram colocar algumas aplicações em um browser seguro ou em um fornecedor de serviços (no modelo de SaaS). Outros, preferem fazê-lo através de um desktop Windows hospedado. A boa notícia é que se podem misturar e combinar essas soluções com tecnologias de muitos fornecedores importantes e de novas ‘startups’ inovadoras”.

A Citrix oferece versões do seu software de cliente Receiver capaz de suportar o acesso a desktops virtuais Windows a partir do Android e dos sistemas operacionais iOS (Apple). O acesso também é possível para PCs com Windows, OSX e sistemas operacionais Linux. O VMware View Client está disponível para Mac, Windows e iPad. A versão Linux do VMware View Client está disponível para OEM, como fabricantes de terminais “thinclient”.

Embora o software de cliente seja geralmente compatível com dispositivos a executarem todos esses sistemas operacionais, nem todos os aparelhos de computação pessoal ou móvel vão funcionar na perfeição. É importante verificar a lista de compatibilidade de cada fornecedor de software de virtualização.

E, num ambiente multi-plataforma, nem tudo funciona em conjunto. Por exemplo, o Citrix Receiver disponibilizará aplicações apenas para hardware cliente compatível com o Windows.

A falta de acesso off-line às aplicações e ambiente de trabalho tem sido o calcanhar de Aquiles das tecnologias de desktops virtuais. Citrix e VMware introduziram na sua oferta o suporte ao funcionamento offline (a VMware chama-lhe “modo local”).

Nesse modelo, a imagem é movida do desktop virtual para o laptop do usuário e mantém-se sincronizada com a versão alojada – através de atualizações automáticas ou manuais -, sempre que o utilizador estabelece uma ligação.

Mas a tecnologia ainda precisa de amadurecer. “Os nossos clientes ainda não adotaram este modelo verdadeiramente mas estamos a monitorizar alguns pilotos”, diz Scott Mayer, diretor da Align.

Como qualquer fenômeno na adoção de tecnologia, é na segunda geração que as coisas realmente descolam. As soluções anteriores de VDI ajudaram a publicitar muitos dos desafios que precisavam de ser abordados. Isto abriu as portas para inovadores mais rápidos, talvez mais ágeis e focados nas soluções de segunda geração, as que vão retirar custo e complexidade da VDI, enquanto oferecem benefícios como VDI off-line integrada, a capacidade de transcender no local e na nuvem, e a capacidade de unificar a gestão dos postos ‘endpoint’.

Fornecer esses componentes adicionais e conseguir um preço baixo é o que as empresas precisam, para serem capazes de executar a visão da VDI que os especialistas apontam.

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