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VeriTran inicia operação no Brasil de olho na digitalização e abertura do setor financeiro

De olho no mercado de transformação digital brasileiro, a multinacional argentina VeriTran, especializada em soluções low-code, iniciou sua operação em São Paulo (SP). Wagner Gomes Martin, ex-Decolar, assume o papel de diretor de desenvolvimento de negócios da VeriTran Brasil.

O lançamento local da VeriTran mira um timing e um mercado estratégicos para a companhia. Afinal, para além da digitalização inevitável que as empresas brasileiras se veem necessárias a buscar, ainda mais em tempos de pandemia do novo coronavírus, o Brasil se encontra em uma jornada rumo ao PIX (sistema de pagamento e transferência instantâneo do Banco Central) e do Open Banking, o que gera uma nova demanda de oportunidades e canais digitais para as empresas do setor. Fundada em 2005, a VeriTran possui forte presença na indústria financeira. “O Brasil é um mercado muito importante para nós, com grande potencial de desenvolvimento quando se trata de transformação digital”, afirma Martin.

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O mercado global de plataformas low-code (código baixo) tem se mostrado promissor para seus representantes. Segundo o Gartner, até 2024, o desenvolvimento de aplicações low-code será responsável por mais de 65% das atividades de desenvolvimento de aplicativos. Essa representatividade reflete a crescente digitalização, onde plataformas low-code e no-code (sem código) ganham tração para garantir agilidade e entrega de soluções, ao mesmo tempo que lida com o déficit de desenvolvedores para programá-las. As soluções da VeriTran vão nesta direção. Segundo Martin, a plataforma simplifica a construção de aplicativos de negócios digitais para empresas de diferentes setores. Desde empresas do setor bancário, de pagamentos, a empresas de saúde, seguros e do setor público. A solução permite criar aplicações no modelo “arrasta e solta”, cobrindo recursos de token digital, biometria facial, reconhecimento de íris, push de mensageria, carteira digital, entre outros. Com recursos previamente codificados, o que levaria meses para se construir, consegue-se implementar em semanas, destaca Martin em entrevista à Computerworld Brasil.

Ao mesmo tempo, a plataforma reduz a necessidade de grandes times para a entrega de uma aplicação. “O que precisaria de uma estrutura robusta de desenvolvedores, pode-se levar um projeto com uma quantidade bem mais reduzida. Em alguns casos, é possível até trabalhar com a operação do cliente e com a equipe que está mais próxima ao produto, estando mais em linha com o negócio da empresa”, diz Martin.

Diferente das plataformas de desenvolvimento no-code, em que, muitas vezes, dispensa a experiência prévia em programação, o low-code ainda precisa de conhecimentos de codificação para integrar o acesso a aplicativos legados, por exemplo. Essa característica, lembra Martin, dá mais flexibilidade às organizações. “Tem-se a abertura para fazer uma programação caso seja necessário, como conexão com sistemas legados, integrações com linguagens distintas”, explica. Essa agilidade na entrega e um processo mais enxuto acaba tornando projetos mais baratos para as empresas, destaca o executivo. “O low-code conversa muito com essas transformações digitais e toda a transformação das indústrias financeiras com outras indústrias. É uma grande tendência”, acrescenta.

A VeriTran possui escritórios na Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Espanha e México. Ao todo, conta com 250 funcionários. Segundo a própria companhia, mais de 50 instituições em todo o mundo utilizam sua plataforma, alcançando mais de 15 milhões de usuários. No Brasil, a companhia iniciou sua operação em meados de junho deste ano.

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Redação
Tags: low codeplataformas
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