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Os donos de dispositivos da Apple desembolsaram US$ 10 bilhões na loja de aplicativos no ano passado, demonstrando o apelo contínuo de aplicativos móveis nativos e o modelo de distribuição de software com curadoria realizada pela fabricante.
Somente em dezembro, os clientes da Apple Store gastaram mais de US$ 1 bilhão, a maior receita desde o lançamento da loja de aplicativos, em julho de 2008. De acordo com a Apple, os desenvolvedores de iOS ganharam US$ 15 bilhões até hoje. Ou seja, descontados os 30% retidos pela empresa. E a maioria da metade desse pagamento, US$ 7 bilhões, foi retornada aos desenvolvedores em 2013 – quando a Apple reteve US$ 3 bilhões.
Muitas empresas ficariam empolgadas com a possibilidade de obter US$ 3 bilhões em receita líquida de aplicativos em um ano. Como observa a BusinessWeek, da Bloomberg, se a Apple Store fosse listada como um negócio único independente, seria a 238ª empresa quando classificadas as receitas brutas, entre Public Service Enterprise Group e a Sherwin-Williams.
Para a Apple, contudo, US$ 3 bilhões é praticamente uma “margem de erro”. A empresa gerou receita de US$ 171 bilhões no ano fiscal 2013, e lucro de US$ 37 bilhões.
Os aplicativos para Android não tiveram a mesma performance, apesar da lacuna de receita estar diminuindo. De acordo com um relatório da Business Insider do mês passado, a cada US$ 1 captado por desenvolvedores, US$ 0,90 são de desenvolvedores Android.
Todo esse dinheiro não está sendo distribuído igualmente entre os profissionais. Os no topo coletam a maior parte das lojas de apps. O analista Horace Dediu, da Asymco, estima que os pagamentos para desenvolvedores iOS ssejam de US$ 25 milhões diários. Assim, a receita bruta da Apple Store deve ser em torno de US$ 35 milhões.
Já segundo a empresa de pesquisa Distimo, as 200 principais aplicações na Apple Store respondem por receita bruta de US$ 18 milhões ao dia. Ou seja, metade da receita diária da loja vai para esses desenvolvedores. E o resto é distribuído entre milhões de desenvolvedores de outros milhões de aplicativos, ao menos entre aqueles que possuem um sistema de monetização.
Sorte e apps excepcionais continuarão a criar fortunas ocasionais para desenvolvedores. Mas como a empresa de mobile analytics Flurry recentemente observou, os dias da “caça ao tesouro” já acabaram.
“Ainda haverá aplicativos que viram febre entre os consumidores e desenvolvedores que enriqueçam como consequência”, observa a consultoria em seu blog. “No geral, contudo, os desenvolvedores bem-sucedidos em 2014 em dia serão aqueles que colocaram seus esforços em identificar um grupo alvo de usuários, criando apps que funcionam bem para eles, e continuamente refinem e reinventem experiências para retê-los de maneira lucrativa”.
Redação
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Pamela Sousa
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