O setor educacional, atualmente, é um dos mais visados por fabricantes e provedores de soluções de TI devido ao grande crescimento apresentado nos últimos anos. Essa expansão tem ocorrido tanto via aquisições como por novos formatos de cursos e valores praticados para comportar novas classes de consumo. Mas essa realidade imprime desafios diferentes. As instituições precisam trabalhar para atender a demandas de alunos que não buscam mais apenas por simples aulas, mas exigem presença multimídia e multidispositivo e, cabe à TI, resolver a equação da comunicação: alunos, mestres e direção.
Mas se a casa não estiver em ordem, nenhuma pretensão de entrega de experiência na ponta pode dar certo – verdade pertinente a todos os segmentos da economia, aliás. E é nesse ponto que a Universidade Estácio de Sá, um dos maiores conglomerados educacionais do Brasil, se encontrou no final de 2010.
O panorama daquele momento era o seguinte: o Grupo havia adquirido a Sociedade Educacional Atual da Amazônia – empresa mantenedora da Faculdade Atual da Amazônia (FAA), de Boa Vista, Roraima ? e precisava definir qual seria o caminho para passar pela renovação tecnológica de todas as unidades da companhia. Somava-se à situação o fato de a Universidade contar com um sistema de TI desenvolvido internamente e que rodava havia dez anos.
Era a hora da integração de dados, pois a maioria dos movimentos nesse sentido era artesanal, por meio de interfaces feitas internamente, e as aquisições eram parte da estratégia, o que acarretaria em ainda mais informações para armazenar e gerir. ?E, em âmbito macro, quando falamos de aquisição, também é comprado toda a infraestrutura de TI da empresa, assim como todos os dados e sistemas legados?, nota Daniel Osaq Barbosa, gerente de produtos da Informatica Corporation, que de janeiro de 2009 a junho de 2012 foi o gerente de TI da Universidade Estácio de Sá.
Promover, então, a integração de dados e sistemas era algo essencial e a Estácio encontrou essa possibilidade a partir de uma solução da Informatica Corporation. Na realidade, foram necessários dois projetos: o primeiro foi a integração de dados de todas as unidades da Estácio por meio das plataformas Power Center e Data Quality.
Os três principais benefícios desse primeiro passo foram:
– Integração mais rápida às unidades das universidades adquiridas ao usar uma plataforma padronizada para todos os projetos de integração de dados;
– Melhorias na cobrança das mensalidades, pois ao alinhar a questão dos endereços imprecisos e números de identificação, o Data Quality auxiliou a Universidade no recebimento de mensalidades que poderiam não ser pagas, devido ao extravio de correspondências; e
– Redução na quantidade de material didático entregue incorretamente ? com a solução e a evolução da estratégia de saneamento, esta taxa de erros tende a chegar a zero nos próximos meses, eliminando, assim, potenciais impactos financeiros.
?Não foi necessário investir em mais infraestrutura, como servidores, máquinas e licenças. Através do Power Center, nós conseguimos estruturar a situação dos dados, otimizando os recursos de todo o parque tecnológico instalado na Estácio?, ressalta Barbosa.
O segundo projeto foi o de aposentadoria de dados, que usa a plataforma Informatica ILM (Information Lifecycle Management, ou gerenciamento do ciclo de vida das informações), para remover dados legados que já não faziam mais sentido. ?Um aluno formado em 1998, obviamente, não está mais ativo. Então pegamos os dados desse estudante e os aposentamos, ou seja, colocamos em ?outro lugar?, longe do core da gestão da TI, para que as áreas que tratam dos estudantes tenham mais desempenho em suas máquinas e assertividade na hora de auxiliar os alunos?, observa o gerente da provedora de soluções.
Com esse sistema ?perene?, como reforça Barbosa, a Universidade Estácio de Sá conseguirá manter a meta de triplicar de tamanho nos próximos cinco anos. ?Posso dizer que fizemos uma gestão de big data antes mesmo do termo se tornar um paradigma no mercado como um todo, pois grandes empresas sempre tiveram muitos dados, mas a maturidade para compreender o que deve ser feito com todas aquelas informações está chegando aos poucos?, pontua.
José Ricardo Cavalcante, gerente de infraestrutura de TI da Estácio De Sá, afirmou, em comunicado, que com a combinação da qualidade e integração de dados, a Plataforma Informatica está ajudando a Universidade a gerar eficiências operacionais, aumentar o número de alunos matriculados, ?além de sustentar sua posição como um dos principais centros de excelência acadêmica do Brasil?.
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