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Uma em cada três organizações não estava preparada para enfrentar o impacto da Covid-19

Pesquisa realizada pela Savanta e encomendada pela Pegasystems revelou que 31% dos entrevistados admitem que estavam totalmente despreparados ou “não muito preparados” para o impacto causado pela Covid-19 nos negócios. Em contrapartida, o mesmo estudo indica que a preparação para outras pandemias ou interrupções parecidas se mantinha como o foco principal para muitos dos entrevistados. A experiência trazida por 2020, levou uma grande maioria (84%) a identificar a preparação para uma nova interrupção como alta prioridade.

O estudo também identificou que a automação inteligente surgiu como uma das principais tecnologias utilizadas para manter os negócios e empresas preparados para o futuro e blindados contra eventos perturbadores.

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Para a realização da pesquisa foram entrevistados mais de 3 mil gerentes sênior globais e equipes de linha de frente em TI para compreender suas ideias sobre o papel da tecnologia no futuro em um cenário de negócios modificado significativamente pela pandemia de Covid-19.

Dentre os resultados do estudo, 76% dos entrevistados disseram que a pandemia fará com que aumentem os investimentos em automação inteligente. Enquanto isso, 74% dos participantes da pesquisa concordam que mais eventos externos que removam temporariamente as pessoas dos locais de trabalho resultarão em mais automação inteligente e investimentos em inteligência artificial.

Também para 76% dos respondentes da pesquisa, as doenças em massa, imprevisíveis e/ou autoisolamento irão impulsionar o aumento da demanda de negócios rumo a automação inteligente. Mais da metade (51%) disse que aumentaria o investimento em inteligência artificial (IA) e em soluções na nuvem para se proteger contra o impacto nos negócios gerado por futuras pandemias.

De forma mais ampla, o estudo revela que a tecnologia terá um impacto profundo no futuro, na maneira como trabalhamos, com 86% dos entrevistados esperando que a tecnologia “mude significativamente” ou produza “muitas mudanças” na forma como as pessoas em suas organizações trabalharão nos próximos cinco anos. Nenhum dos entrevistados acredita que a tecnologia não levaria a mudanças durante esse período.

“Os eventos dos últimos meses trouxeram uma luz sobre o importante papel que a tecnologia pode desempenhar, ao permitir a colaboração e práticas de manutenção dos negócios enquanto ocorrem eventos perturbadores”, afirma Don Schuerman, CTO da Pegasystems. “As organizações devem investir em tecnologias transformacionais, como automação inteligente, IA e serviços em nuvem ou, potencialmente, enfrentar consequências ainda piores quando o próximo evento perturbador acontecer. As empresas estavam compreensivelmente despreparadas para o impacto que uma pandemia global poderia ter em suas operações, mas quando o próximo problema global ocorrer não haverá desculpas e nenhum lugar para se esconder enquanto concorrentes habilitados tecnologicamente se acotovelam para conquistar seus ex-clientes”.

Tecnologia e o futuro do trabalho

Outras descobertas do estudo destacam como outros tipos de tecnologia também podem modificar profundamente a forma como trabalhamos, nossa satisfação no trabalho e com quem – ou com o quê – nós trabalhamos.

A maioria (84%) dos entrevistados disseram que se sentiriam confortáveis trabalhando ao lado de máquinas inteligentes, com 73% concordando que o termo ‘força de trabalho’ deve incluir pessoas e máquinas inteligentes. Outros 61% dizem que até mesmo ficariam felizes em serem gerenciados por uma máquina inteligente. Os funcionários também desempenham um papel de liderança na condução do uso da tecnologia como uma força para a mudança no interior das empresas. Dois em cada três respondentes (66%) disseram que os funcionários estão solicitando melhores tecnologias para aprimorar a forma como trabalham, enquanto que 76% concordaram que o uso crescente da tecnologia está melhorando a satisfação dos colaboradores.

O uso do low-code também está crescendo. De acordo com o estudo, 82% dos respondentes dizem que a TI deve fornecer plataformas e sistemas que permitam aos funcionários criar e implementar suas próprias soluções de tecnologia. Enquanto isso, mais da metade dos entrevistados (55%) acredita que “todos” ou “a maioria” da força de trabalho em seu setor de atuação precisará desenvolver habilidades na utilização do low-code nos próximos cinco anos.

A maioria (80%) diz que a automação inteligente está ajudando a diminuir a carga de trabalho entre os colaboradores, com mais de um terço (36%) afirmando que economizou entre uma e nove horas de trabalho por semana, durante os últimos dois anos. Quase metade (47%) afirma que está usando esse tempo adicional em atividades mais criativas, como a criação e inovação. E 44% dizem que estão utilizando o tempo adicional para conduzir tarefas de análise e pensamento crítico.

“Este estudo deixa claro que a tecnologia é uma das principais tendências que molda o futuro do trabalho”, afirma o autor de best-sellers Jacob Morgan, futurista e fundador da FutureofWorkUniversity.com. “Em minha própria pesquisa para qual entrevistei mais de 140 dos principais CEOs globais, ficou evidente na minha concepção que toda companhia hoje é uma empresa de tecnologia – quer saibam disso ou não. Ou seja, todo líder precisa ser orientado para ser uma liderança em tecnologia. Se sua organização não pensa a respeito no planejamento do futuro do trabalho, então não terá futuro. E nem você!”, complementa.

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Redação
Tags: automaçãofuturo do trabalhotransformação digital
6 anos ago

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