A rede social Twitter está coletando informações sobre os
aplicativos baixados nos smartphones de seus usuários para customizar o envio
de anúncios e oferecer conteúdos mais relevantes na timeline.
O recurso chamado de “app graph” tem intuito de escanear tudo
que for instalado no aparelho do usuário, segundo detalhou a empresa em seu
blog. No post, a empresa justifica que não está coletando nenhum dado gerado
por essa lista de aplicativos.
A funcionalidade, contudo, é automaticamente habilitada pelo
Twitter, fato que gerou grande polêmica. Ou seja, ao invés de permitir que as
pessoas ativem a função, o Twitter faz isso automaticamente por elas. No post,
a empresa explica como os usuários que não estão interessados em ter seus apps
monitorados podem desabilitar a função.
Publicidade
A estratégia do Twitter com o “app graph” faz sentido quando
consideramos a desaceleração do crescimento na base de usuários. O recurso
pode ser interessante para manter novos usuários e tornar suas respectivas
timelines mais atrativas.
No entanto, a iniciativa da companhia certamente visa
impulsionar anúncios e conteúdos patrocinados, já que 85% de sua receita de publicidade
no último trimestre, referente a US$ 320 milhões, veio do mobile. Assim, quanto
mais a companhia conseguir customizar e direcionar esses anúncios, maior será a
receita.
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