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O governo de Donald Trump colocou nove empresas chinesas em uma lista de supostas “companhias militares”, que teriam ligações com o governo da China. Entre elas está a gigante de smartphones Xiaomi.
A ordem emitida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos proíbe que pessoas e organizações americanas mantenham ações dessas companhias. A medida, entretanto, pode ser revertida quando Joe Biden assumir a presidência. Caso o governo de Biden não enderece a questão, será obrigatória a retirada de investimentos até novembro de 2021 e as empresas podem sair de bolsas de valores americanas.
A medida gerou um tombo na fortuna de Lei Jun, CEO da Xiaomi que cofundou a fabricante. Segundo informações da Bloomberg, a decisão levou a queda recorde de 10% no valor das ações da Xiaomi, acarretando uma perda de US$ 3 bilhões em sua fortuna. Lin Bin, vice-presidente da empresa, também teve os dígitos de seu patrimônio enxugados. O executivo perdeu US$ 1,5 bilhão. Ainda segundo a Bloomberg, o anúncio teria afetado a fortuna de pelo menos cinco outros acionistas bilionários da Xiaomi.
Em comunicado, a Xiaomi disse que “reitera que oferece produtos e serviços para uso comercial e civil” e que “confirma que não é controlada ou afiliada com os militares chineses”.
A companhia é uma das maiores fabricantes de celulares do mundo, ficando atrás apenas da Samsung e Huawei, segundo levantamento do IDC.
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