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Liderança

TIVIT acelera com laboratório de inovação focado em negócios

George Bem, CTO e Diretor de Inovação da TIVIT. Foto: Divulgação

Planejar e executar a estratégia de tecnologia da TIVIT olhando para dentro de casa, mas sem perder de vista as demandas do mercado. Esse foi o desafio duplo assumido por George Antonio Peixoto Bem quando, em outubro de 2019, embarcou na multinacional brasileira no cargo de CTO e diretor de inovação.

Com quase três décadas de experiência na indústria, incluindo passagens por empresas como Netshoes, Natura e Capgemini, ambas tarefas eram velhas conhecidas do executivo. Executá-las ao mesmo tempo, no entanto, seria um passo novo em sua carreira – e uma possibilidade que o empolgou desde o início.

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“É uma experiência diferente. Eu estou dentro de uma empresa de tecnologia, fabricando tecnologia para o mercado e também para resolver os problemas internos”, contou o vencedor da categoria Aumento de Receita do Prêmio Executivo de TI de 2021, da IT Mídia. “Eu sempre estive em tecnologia, mas fui sempre um cara de tecnologia com um pé no negócio. Sempre preocupado em entender o que o negócio faz”, completou.

Logo que chegou à TIVIT, George mergulhou no planejamento e operacionalização daquela que seria uma de suas ocupações principais na organização: o TIVIT Labs. Então recém-anunciado como um investimento de R$ 20 milhões, o projeto tinha como objetivo criar um hub de inovação independente para a TIVIT, capaz de acelerar o processo de transformação digital e cultural da companhia e, ao mesmo tempo, impactar seu ecossistema de clientes e parceiros.

“A gente tinha que criar um organismo que fosse diferente do que a gente tem, senão a gente seria engolido pelos processos do dia a dia. A gente tinha que ter aquela licença poética para pensar fora da caixa, senão não ia funcionar. Prontamente o pessoal entendeu que a gente precisava fazer isso”, explicou o diretor de tecnologia e inovação. Em três meses, a estrutura e equipe do Labs estavam prontas e a iniciativa entrou em operação.

Atuação durante a pandemia

Nascido em janeiro de 2020, a operação do TIVIT Labs foi impactada pela pandemia da Covid-19 logo nos seus primeiros meses. Não é nenhuma surpresa, portanto, que o surto da doença no país tenha motivado algumas das primeiras ações do time do hub de inovação, movido pela mentalidade de utilizar tecnologia para resolver problemas do mundo real.

Em uma das primeiras iniciativas, o TIVIT Labs participou de desafio promovido pelo Hospital Israelita Albert Einstein que buscava otimizar a identificação de pessoas infectadas pelo coronavírus. Usando um algoritmo de análise de dados para cruzar informações sobre sintomas de pacientes e priorizar o atendimento, o projeto acabou se tornando a iniciativa CovidLog, uma ferramenta de educação e com informações confiáveis sobre a Covid-19. Todo o trabalho foi realizado de maneira voluntária pelo Labs e foi entregue em um período de um mês.

Em outra iniciativa, o Labs trabalhou no desenvolvimento de uma aplicação para a Secretaria de Saúde de Indaiatuba, que buscava mitigar a quantidade de pessoas que se dirigiam aos hospitais da cidade sem necessidade. Para resolver a questão, o Labs desenvolveu um um sistema de auto-triagem online através do qual usuários recebiam a indicação para ficar em repouso em casa ou eram encaminhados para atendimento médico. O sistema foi doado pelo time e está em funcionamento desde junho de 2020.

“Isso para a gente foram coisas muito importantes e mostraram que, de fato, o Labs era o Labs. A gente fez um negócio que não tinha nada a ver com tecnologia, mas para resolver um problema real”, avaliou George.

De olho no negócio

As ações voluntárias do TIVIT Labs durante a pandemia, é claro, foram apenas atividades complementares à atuação do hub de inovação, que é encarado como um agente de transformação e de produção de novos negócios para a companhia.

Como explica George Bem, mesmo que tenha ambições disruptivas, o Labs foi concebido com metas de receitas e, logo no início de sua atuação, apresentou um plano de negócio ao comitê executivo da empresa que segue sendo perseguido. “Tudo que eu estou olhando como inovação, eu tenho um business plan e eu tenho que me comprometer. Não existe esse negócio de fazer inovação e ter cheque em branco”, brinca.

Na prática, isso se reflete na formatação do time, que é composto por uma “tribo” focada em product lifecycle, voltada para receitas, produtos e para atendendo ao mercado; e por outra equipe focada em eficiência operacional, voltada para melhorias de tudo o que é fabricado, vendido ou operacionalizado pelo hub.

Um dos exemplos dessa atuação focada em negócios é a IVI, assistente inteligente originalmente lançada pela companhia em 2018 e que foi aprimorada dentro do TIVIT Labs ao longo do último ano. Originalmente pensada como um chatbot, a solução recebeu atualizações de machine learning e inteligência artificial, e passou a ser vista como uma potencial aplicação de negócio. Hoje oferecida para setores como indústria e e-commerce, segundo Bem, a solução “já se paga”.

“O Labs não é um projeto, não tem um início, meio e fim. Ele é uma área de inovação que vai sempre melhorando, evoluindo processos e trazendo coisas novas. E o principal: ouvindo o mercado e entendendo os problemas. A gente trabalha em cima de problemas”, finaliza.

Finalistas do prêmio Executivo de TI do Ano 2021 – CIOs

Categoria Aumento de Receita

Vencedor – George Antonio Peixoto Bem – CTO e Diretor de Inovação, TIVIT

Finalista – Fernando Radunz – CIO, Banco BS2

Finalista – Fernando Pajares – Diretor TI, Banco Digi+

 

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Rafael Romer
Tags: George Antonio Peixoto BemPrêmio Executivo de TI do AnoTivitTIVIT Labs
5 years ago

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