TI eficiente: como fazer mais com menos – Página 3

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TI eficiente: como fazer mais com menos – Página 3

Dificuldades e desperdícios

Aumentar a produtividade requer, muitas vezes, mudança de processos, que dependem de pessoas, que, por sua vez, não são afeitas a mudanças. Por isto, criar uma nova cultura e estimular os funcionários a aderirem à transformação está entre os principais obstáculos para os gestores da área de TI. ?É preciso ter uma gestão de mudança bem-planejada, pois, se ela for mal-executada, as pessoas ficarão preocupadas e o esforço será maior para os gestores?, comenta Eduardo Fagundes, da AES. De acordo com o CIO, é necessário que a empresa abra um canal de comunicação de mão dupla, para que os usuários compreendam o novo cenário e também se sintam à vontade de recorrer aos responsáveis em caso de dúvida.

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Já Miguel Marioni, da Net Serviços, aponta dificuldades em dois pontos: fazer com que as pessoas entendam que os projetos precisam de uma gestão a partir do momento em que eles iniciam e manter o escopo fechado para que projetos de seis meses não se alonguem por um ou dois anos. ?São consumidos mais tempo e mais recursos e, quando termina, a empresa já mudou e ele não tem mais aderência?, afirma. O executivo também critica as pessoas que se esquecem de avisar a TI quando uma demanda deixa de existir. ?A empresa desprende recursos e sistemas que depois não serão utilizados.?

Ele aponta ainda como desafio a tradução de necessidades de negócios em solução de tecnologia. ?Normalmente, a visão de especificação do negócio começa de uma maneira não muito estruturada?, complementa Dourado, CIO da Serasa. O executivo acredita que é preciso identificar quais são os fatores de restrição que atrapalham o desenvolvimento do negócio do ponto de vista de tecnologia. ?Às vezes, há muitos caminhos que podem levar a lugar nenhum?, resume.

Além disso, da geração da demanda à entrega da solução, várias atividades geram desperdícios. Entre elas, Sérgio Lozinsky, da Booz Allen Hamilton, cita o entendimento, a especificação e o desenvolvimento de funcionalidades pouco utilizadas, além do tempo reduzido para a análise de funcionalidades complexas ou a debilidade na forma de aprovar o resultado das análises ? que depois exigem retrabalho durante o desenvolvimento. ?Há também métodos de teste ineficientes que atrasam os trabalhos e ainda deixam um backlog de problemas para serem resolvidos depois da implementação?, complementa.

A análise de requisitos necessita não só de envolvimento dos usuários como de treinamento dos mesmos para a definição. Em grande parte das soluções, há desperdício por uma definição incorreta. O que significa que a TI deve buscar não só um entendimento do negócio, mas ensinar seus clientes internos a compreender como funciona a TI.

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