O Sindicato dos Trabalhadores de Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd-SP) e o Sindicato Patronal de SP – Seprosp iniciaram a primeira rodada de negociação salarial dos trabalhadores de TI de São Paulo para 2016.
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Durante a negociação, o Seprosp sugeriu a redução de salários e o corte de direitos já conquistados pela categoria usando o argumento de que há forte instabilidade econômica no País.
O patronal sugeriu a adoção do reajuste salarial escalonado, oferecendo aumento de 8% para trabalhadores que recebam até R$ 2 mil; de 5,5% para os que recebam de R$ 2 mil a R$ 5 mil mais R$ 50 de aumento na parcela; e de 4% para aqueles com remuneração acima de R$ 5 mil, com acréscimo de R$ 125 na parcela.
O Seprosp ainda propôs que o pagamento seja realizado em duas vezes, sendo o primeiro em janeiro e o segundo no mês de julho. Para o Sindpd-SP, a não reposição das perdas inflacionárias representa redução dos salariais dos profissionais de TI em todo o Estado.
Além disso, o Seprosp quer que o valor do auxílio-refeição seja estabelecido por região. Ou seja, para a capital, foi indicado o valor de R$ 16,50 e, para as demais localidades do Estado, de R$ 15,70, considerando a jornada de oito horas diárias.
O presidente do Sindpd-SP, Antonio Neto, mostrou-se insatisfação e preocupação com as propostas. “É preciso manter o que é de direito do trabalhador”, disse, acrescentando que não se pode aceitar a tentativa de retrocesso.
Os empresários negaram o avanço de mais de 90% da pauta da reivindicação aprovada, por unanimidade, pela categoria nas 14 assembleias de pauta realizadas em todo o Estado. A proposta fez com que o Sindpd-SP continuasse com a pauta inalterada e propusesse nova rodada de negociação. A segunda rodada está agendada para a próxima quinta-feira (14/1), na sede do sindicato patronal.