A meta foi anunciada na quarta-feira (13/02) pelo CEO da companhia asiática, Fei Liu, em coletiva de imprensa no Mobile World Congress, que acontece esta semana em Barcelona (Espanha). Segundo ele, a companhia vendeu 11,5 milhões de aparelhos em 2006, número que subiu para 12,5 milhões no ano seguinte e cuja meta da companhia é que atinja 18 milhões este ano.
Ele assume o objetivo de estar entre os primeiros colocados no ranking apesar de admitir que “a indústria de telefonia móvel não tem sido fácil ultimamente”, com o acirramento da competição, que pressiona as margens das companhias para baixo.
Mesmo assim, a companhia chinesa, listada na bolsa de Hong Kong, conseguiu lucro nos três últimos trimestres consecutivos e espera divulgar seu resultado anual no final deste mês. Segundo Liu, a estratégia da companhia para driblar os tempos difíceis tem sido expandir suas atividades para mercados em crescimento e ampliar a gama de produtos oferecidos, que vão dos mais simples aos mais sofisticados, segundo ele.
O Brasil é um dos mercados no qual a companhia apostou. Seus modelos são vendidos no País desde março do ano passado, a partir de uma fabricação terceirizada com a Flextronics, em Sorocaba (SP). Além do Brasil, a companhia só tem fabricaçao local no seu país de origem e no México.
Android
Entre suas armas para crescer mundialmente, a TCL também avalia as plataformas abertas, que prometem reduzir o tempo de lançamento no mercado de cada novo celular projetado. De acordo com Albert Wong, vice-presidente executivo, a companhia estuda a plataforma Android do Google e outras opções abertas, com Linux.
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A companhia tem contrato com mais de 30 operadoras em todo o mundo, de acordo com o executivo, entre as quais Orange, Vodafone, Telefónica e T-Mobile. Na China, a TCL vende celulares com marca própria, mas na Europa e nas Américas, a estratégia é usar a marca Alcatel, com a qual ela tem um contrato de licenciamento, já que considera essa uma marca mais forte e conhecida que a sua nesses mercados, de acordo com o executivo.
Segundo Liu, a idéia da companhia é oferecer “modelos fashion, mas com preços acessíveis”, além de uma família de produtos que atenda consumidores de todos os tipos e gostos. Os modelos considerados “entry level”, no entanto, ainda responderam por 68% das vendas totais da companhia em 2007, de acordo com o executivo.
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