Sustentabilidade empresarial: um mundo sem papel é possível

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Sustentabilidade empresarial: um mundo sem papel é possível
Sustentabilidade empresarial: um mundo sem papel é possível

A produção de papel ainda é um tema bastante debatido no mundo devido aos seus impactos ambientais, sendo o principal deles a derrubada de árvores para extração da celulose, o que pode resultar na devastação de florestas nativas. Nos últimos anos, dados do setor de celulose mostraram que a produção mundial de papel só aumentou e, de acordo com a Pöyry – empresa internacional que atua nos setores de consultoria florestal, papel e celulose, mineração e metalurgia, químicos e biorrefinaria, energia e infraestrutura – até 2030, a produção mundial deverá alcançar a marca de 482 milhões de toneladas, com uma taxa de crescimento anual de 1,1%.

No Brasil, os principais destinos da produção do papel são para embalagens, tissue (fins sanitários) e impressão/escrita e papel cartão, os chamados papéis gráficos, que correspondem a 37% da produção. Segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a produção de papel estagnou nos últimos anos e, em 2016, projeta-se até uma diminuição em comparação com os anos anteriores, especialmente para os fins gráficos, que são os utilizados nos escritórios.

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Outro dado interessante é que, a partir do ano 2011, a busca pelo termo americano “paperless” (que pode ser traduzido como ambiente sem papel ou com o mínimo de papel) cresceu consideravelmente no mundo, o que mostra uma preocupação das pessoas por soluções para uma vida mais sustentável.

O impacto do papel não é apenas ambiental. O uso excessivo dele também pode afetar a produtividade de uma empresa, pois uma vez que é necessário a impressão de um documento para seguir com uma operação, todo o processo se torna mais lento. Além disso, os documentos impressos precisam de cuidados para não serem danificados, bem como um local adequado para o seu armazenamento, o que traz diversos custos e riscos para a empresa, dentre eles, consumo de espaço físico, gastos com manutenção e transporte de documentos, uma equipe dedicada, recursos para segurança das informações, dentre outros.

Diante desse cenário, apostar em um ambiente corporativo sem papel é o mais certo a fazer e totalmente possível com a adoção de tecnologias que possibilitam uma companhia mais produtiva, ágil, econômica e responsável, tanto ambientalmente como socialmente. A combinação de soluções tecnológicas baseadas em ECM (sigla em inglês para Gestão de Conteúdo Corporativo) e BPM (sigla em inglês para Gerenciamento de Processos de Negócio) já são suficientes para chegar a tão almejada sustentabilidade empresarial.

O ECM trata-se de uma combinação de estratégias, métodos e ferramentas usadas para capturar, gerenciar, armazenar, preservar e entregar a informação, suportando processos organizacionais chave por todo ciclo de vida. O BPM, por sua vez, é uma metodologia, um conjunto de práticas de gestão voltadas a transformar uma empresa a partir do descobrimento, gestão e otimização de seus processos.

Em suma, a combinação dessas tecnologias permite uma gestão eficaz, segura, assertiva, atualizada em tempo real e com foco estratégico. Por estar em um ambiente digital e automatizado, a captura e gestão de documentos por meio dessas soluções é possível também via dispositivos móveis, como smartphones e tablets, o que traz flexibilidade à operação, permitindo um gerenciamento a qualquer hora e lugar.

Dito isso, concluímos que a sustentabilidade empresarial já é uma realidade que pode ser aplicada em companhias de qualquer porte e segmento. E você, continua imprimindo e-mails? O que a sua empresa tem feito para alcançar os benefícios do mundo sem papel?

*Rafael Bortolini é diretor de Produto da SML Brasil

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