Publicado:
Leitura 5 minutos
Acabado o despojado almoço, Steve Long desdobrou as mangas de sua camisa e se preparou para a bateria de entrevistas individuais que faria com jornalistas convidados para o Intel Solutions Summit, realizado no fim de março em Los Angeles (Estados Unidos). Com um mix balanceado de postura profissional e simpatia, animou-se logo nas primeiras perguntas e nem tentou disfarçar o interesse em compartilhar sua história com a CRN Brasil. ?Esse tipo de perguntar é bem diferente do que eu costumo responder.? Apesar de o nome – e o passaporte – serem de um norte-americano, o diretor geral para América Latina da maior fabricante de processadores do mundo se considera um latino.
Assine a newsletter da CRN.com.br
Curta a Fan Page da CRN.com.br
Nascido no Texas e “crescido”, como ele mesmo diz, em Pernambuco, ele se considera um latino-americano sem passaporte. O norte-americano-pernambucano tem em sua trajetória de vida a marca multicultural que a companhia na qual trabalha se propõe a entregar ao mercado: além de Estados Unidos e Brasil, já morou na França, no México e, por que não, em Hong Kong.
Com esposa mexicana, uma filha brasileira e dois filhos norte-americanos, Long acredita que o mundo tem o tamanho de seu sonho. Com passagem pela diretoria de canais no início de sua carreira, explica por que é tão diferente – e tão interessante – dirigir um time na América Latina: “para você engajar um norte-americano, a proposta precisa ser preto no branco. Na América Latina ele precisa se apaixonar. Os latinos são movidos pelo coração”.
Alcançar cargos cada vez mais altos significa… esforço, reconhecimento de um trabalho e de energia investida.
Dos Estados Unidos para o mundo é… divertido para caramba. é ótimo se adaptar a várias culturas e trazer o melhor delas.
Começar em canais… é um diferencial, porque são poucas as pessoas que conhecem como trabalhar em canais. Não se pode só pensar no cliente final, mas em como atingi-lo por meio de OEM, agregadores de valor… é preciso pensar na cadeia como um todo. E o canal se adapta mais facilmente a novos negócios e novos ambientes. Esta é uma versatilidade que está presente em poucos executivos.
O marco da minha carreira aconteceu quando… ainda não aconteceu. Enxergo marcos como etapas, ondas. Uma delas foi quando comecei na Intel, há 13 anos. Adorei o ambiente, amei a empresa, porque ela se encaixou em quem sou. Quatro anos depois fui para Hong Kong, onde morei quase um ano. Outro grande marco foi a posição que estou agora,que é um cargo de gestão para operar em várias áreas, com escopo interessante onde posso falar com governo, clientes usuários finais, corporativos, OEMs, varejistas… e claro, um marco importante foi quando me mudei, ainda pequeno, para o Brasil.
Liderar na cultura latina é diferente porque… você tem muito mais paixão no negócio que os norte-americanos. Sou multicultural, então falar sobre o lado positivo e negativo. Os latinos trazem o coração para o trabalho e se você quer liderar nesse ambiente tem que saber que está em contato com pessoas que dão o seu todo. E quando dão o seu todo, se agarram a coisas que acreditam profundamente. Então é desafiante porque é preciso conquistar corações.
Trabalhar em uma empresa que tem inovação no DNA exige de mim...continuar me adaptando. Inventamos produtos e tecnologias que acabam com as que acabamos de inventar. Isso cria na nossa cultura essa coisa de adaptar de forma contínua e aproveitar as oportunidades.
Ainda desejo… viajar. Continuar aprendendo. Me realizar como executivo, porque ainda há muita coisa para compartilhar, para aprender e explorar com meus funcionários e com as oportunidades da região. Ainda desejo sonhar.
Ser diretor em uma companhia que quebra paradigmas me ajuda na minha vida pessoal em… forçar a mente a se esticar. Pensar que tal coisa era algo impossível e transformá-la em realidade ajuda a sonhar, pensar de forma mais abrangente. Uma coisa da Intel que tento transmitir aos meus funcionários e família é o otimismo para o futuro. Tem coisas que não sabemos como faremos para atingir. Como vamos chegar até a próxima Lei de Moore? Não sabemos, só temos a certeza que vamos chegar. Eu me amarro na Intel por causa dessa cultura: a de positivismo e confiança para o futuro.
Encerrar o passado é… somar um aprendizado. Seria como colocar mais uma fruta em uma cesta. Isso vai lhe formando como pessoa.
Canais para Intel, significa…. oportunidade de acelerar transições, de acelerar a entrega de tecnologia aos usuários finais.
Eu sou apenas um rapaz latino americano sem…passaporte. Eu sou latino de coração. E isso é tão engraçado porque nos Estados Unidos existem certas bolsas, programas, destinados a pessoas com origens latinas. Eu fiz o último ano e meio de colégio nos Estados Unidos, e era frustrante não conseguir essas bolsas. Me enxergava como alguém que deveria ter esse proveito. Eu sou latino. Mas o fato é que minha certidão de nascimento fala que sou americano.
Redação
5 dias atrás
Redação
5 dias atrás
Redação
5 dias atrás
Pamela Sousa
5 dias atrás