Por que as startups de DTC (Direct-to-Consumer) entregam valor aos consumidores e como isso ameaça as grandes marcas? Foi o que tentou descobrir com profundida Anjali Lai, analista de Dados da Forrester. Um levantamento encontrou essa reposta, além de prever a disposição dos consumidores de comprarem de empresas DTC.
Segundo ele, há um mudança crucial nesse cenário. Dados mostram que o mais forte preditor do interesse do consumidor nas experiências de DTC é a concordância com a afirmação: “Estou sempre disposto a experimentar novas marcas”.
Para um CMO que vive sob pressão constante para encantar os clientes com novos extras, isso pode não parecer um insight inovador – exceto que, na verdade, é quando você olha esses dados com uma lente mais ampla. Abaixo, ele listou três caminhos que levam a essa conclusão.
Essa tendência em direção a experimentações mais frequentes e variadas não mostra sinais de desaceleração, e as marcas de DTC que estão aproveitando essa onda ao tecer histórias radicalmente criativas e testando novos métodos de engajamento, como testes em produtos domésticos, são apenas o começo do que está por vir.
Mas uma experimentação para qual fim? “Em uma recente viagem de metrô por Nova York, fiquei cara a cara com um anúncio impresso da Scentbird, uma empresa de DTC que faz a curadoria e entrega de perfumes aos clientes. Cartas grandes, arrojadas e inevitáveis declararam “Change Is Good” – como se a empresa estivesse se convencendo tanto quanto seus possíveis assinantes”, exemplificou.
As empresas de DTC que apostam no “apetite quase infinito por distrações” dos consumidores (crédito a Aldous Huxley) só obtêm sucesso quando também oferecem o remédio de curadoria de produtos que tranquiliza o estresse de decisão do consumidor. E assim, o cabo de guerra entre a busca de novidade pelos consumidores e o desejo por familiaridade marca uma outra tensão que os CMOs devem navegar.
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