Sonda cresce 12,2% com receita de US$ 390 milhões no primeiro trimestre de 2026

Expansão no Brasil e avanço de projetos de infraestrutura e transformação digital impulsionam novos contratos da companhia

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sonda brasil
Imagem: Divulgação

A Sonda encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita consolidada de US$ 390 milhões, resultado que representa crescimento de 12,2% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo avanço de projetos de maior valor agregado e pela expansão da atividade comercial em diferentes mercados da região.

Entre as operações regionais, os maiores crescimentos vieram da Região Andina, do Brasil e do Cone Sul, com altas de 24,9%, 21,9% e 7,5%, respectivamente. Já a operação da América do Norte registrou retração de 6,5%.

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“Estes resultados refletem a materialização da estratégia de aumentar a nossa especialização por verticais de indústria e de acompanhar os nossos clientes em projetos de alto valor para seus processos de negócio”, afirma Marcelo Castiglione, gerente-geral Corporativo da Sonda.

O EBITDA da companhia atingiu US$ 34,5 milhões no período, avanço de 22,5% na comparação anual. O lucro operacional também apresentou crescimento de 42,3%, movimento atribuído à maturação de novos projetos, especialmente no mercado brasileiro. Segundo a empresa, esse cenário contribuiu para a evolução das margens operacionais e do EBITDA, com aumentos de 120 pontos-base e 70 pontos-base, respectivamente.

Apesar do avanço operacional, o lucro líquido atribuível aos acionistas controladores recuou 14,1% no trimestre, somando US$ 4,8 milhões. A empresa relaciona o resultado ao aumento dos custos financeiros e da carga tributária.

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“Essa variação se explica principalmente pelo aumento dos custos financeiros e pela elevação do imposto de renda, efeitos que foram compensados pela melhora dos resultados operacionais e pelo aumento dos lucros provenientes de operações descontinuadas”, comenta Castiglione.

A SONDA também registrou crescimento expressivo nos negócios fechados ao longo do trimestre. O volume totalizou US$ 637 milhões, alta de 83,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Brasil e América do Norte lideraram a expansão, com aumentos de 204% e 379%, respectivamente. Já o Cone Sul e a Região Andina apresentaram crescimento de 12,9% e 1,2%. A carteira de oportunidades da companhia alcançou US$ 6,5 bilhões, sendo 32% concentrados no Brasil e 30% no Chile.

“Iniciamos o ano com US$ 290 milhões a mais em negócios fechados do que no primeiro trimestre do ano anterior, com destaque para o crescimento no Brasil e na América do Norte, que aumentaram em US$ 200 milhões e US$ 64 milhões, respectivamente. Além disso, temos uma carteira sólida e diversificada, refletindo o posicionamento corporativo alcançado nos diversos mercados em que atuamos. Esse nível de oportunidades nos permite projetar com confiança o crescimento futuro da SONDA”, enfatiza Castiglione.

Entre os contratos firmados no período está a implementação de um sistema de telecomunicações, sinalização e controle para uma linha ferroviária de 360 quilômetros entre a Cidade do México e Irapuato, no México.

No Brasil, a empresa destaca o projeto da Infovia digital junto à Secretaria de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, voltado à ampliação da infraestrutura de conectividade para instituições estaduais e serviços de emergência. A companhia também formalizou um contrato de terceirização de impressão com um banco estatal brasileiro.

No Chile, a SONDA conquistou um contrato ligado ao monitoramento e reinserção social de detentos do sistema penitenciário, utilizando dispositivos de monitoramento em tempo real. A empresa também foi selecionada para implementar o sistema de cobrança eletrônica do projeto Teleférico do Bicentenário.

Diante da ampliação dos contratos e do crescimento da carteira de projetos, o Conselho de Administração da companhia aprovou, em reunião realizada em 23 de abril, a proposta de aumento de capital de US$ 50 milhões. Segundo a empresa, os recursos deverão apoiar a execução de projetos conquistados recentemente em mercados como Chile, Brasil, Peru e México, além de fortalecer a capacidade operacional e financeira da organização na região.

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