Double exposure the cityscape and clouds technology,Futuristic computer digital Abstract background
A transformação digital nas empresas, que antes era gradual, foi acelerada por causa da pandemia do novo coronavírus. Adaptar-se ao novo nunca foi uma tarefa fácil, ainda mais em um cenário de tantas incertezas e dificuldades econômicas. Para lidar com os desafios que surgiram com o surto do vírus e manter a própria sobrevivência, as companhias tiveram que reinventar seus negócios. Inovações e tecnologias (nuvem, AI e outras) que já estavam no radar de perspectivas das organizações, mas figuravam entre prioridades futuras, passaram a ser mandatórias.
Inteligência artificial e machine learning são algumas das novas tecnologias que contribuíram significativamente para a transformação de processos tradicionais dentro das empresas, que passaram a ter ganhos com a redução de custos operacionais. Mas os benefícios com essas tecnologias vão muito além. De acordo com o IDC, até 2021, 25% dos fabricantes globais aplicarão aprendizado de máquina ou análise de dados no desenvolvimento de novos produtos.
Outra tendência acelerada durante a pandemia foi a computação na nuvem. É correto afirmar que os ERPs tradicionais se mostraram inadequados para suportar as exigências de negócios complexos. Os benefícios da cloud serviram para uma mudança cultural das organizações (o prêmio 100+ Inovadoras tem vários cases de sucesso dessa mudança) que passaram a gerenciar todos os seus projetos em um contexto totalmente remoto e alguns números servem para comprovar a expansão da nuvem no mercado brasileiro. Neste ano, segundo dados da Associação das Empresas de Software (ABES), o mercado de nuvem no Brasil chegará a US$ 2,3 bilhões.
E até 2022, a expectativa é crescer 35,5% ao ano. Na América Latina, ainda de acordo com a Associação, o Brasil é o segundo maior investidor em serviços de nuvem.
Neste contexto, softwares voltados para manufatura, saúde, logística, serviços públicos e varejo se destacam com um crescimento exponencial no uso de nuvem, que também foi aliada na consolidação do home office. De repente, como forma de seguir as recomendações sanitárias de isolamento social, grande parte das corporações liberaram seus colaboradores para trabalharem de suas casas. Ainda bem que, com a polarização das soluções cloud, ficou mais fácil a realização e a gestão das tarefas, mesmo feitas à distância. Foi em 2020 que percebemos que o trabalho remoto veio para ficar, graças, em boa parte, a nuvem.
Tenho acompanhado os estímulos pela adoção da nuvem e pude perceber que se deu em função da pandemia da Covid-19 e seus efeitos nocivos para a saúde financeira das empresas, mas, e principalmente, porque garantem a possibilidade de mudança radical das estratégias comerciais das companhias e, também, abrem uma nova janela de
oportunidades de negócios.
Presencio um tom de otimismo entre os empresários. Por isso, é razoável acreditar em uma recuperação da indústria nacional, ainda que seja lenta. O que pavimenta essa perspectiva positiva é que, cada vez mais, o uso de novas tecnologias pode sustentar a recuperação dos resultados das empresas em um cenário pós-pandemia.
* Waldir Bertolino é country manager da Infor no Brasil. Com passagens por Totvs e Oracle, Bertolino tem quase duas décadas de experiência em vendas e é responsável por contas estratégicas de médio e grande porte, desenvolvimento de novos negócios e fidelização do cliente.
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