Simpress supera crise econômica e aquisições, e consolida atuação no Brasil

CEO e Fundador Vittorio Danesi lidera processo de transição da empresa de outsourcing de impressão

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Vittorio Danesi
Vittorio Danesi

O mundo é cada vez mais digital, e isso já não é novidade. O processo de digitalização, ao mesmo tempo cria diversos serviços, mas elimina ou diminui a demanda por outros. O mercado de impressão vive esse cenário e busca se reinventar para reduzir custos e otimizar operações de organizações.

No caso do Brasil, os novos modelos de negócios, somados à maior recessão econômica do país, nos últimos anos, fazem com que o desafio seja ainda maior. É nesse cenário que a Simpress, fornecedora de serviços outsourcing de impressão e gestão de documentos do Brasil, adotou novas estratégias para seguir sua ascensão.

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Liderada pelo CEO e fundador Vittorio Danesi, a companhia fechou os últimos anos em alta. A atuação do executivo rendeu a ele a primeira colocação do Executivo de TI do Ano 2018, na categoria Serviços – CEO, prêmio da IT Mídia em parceria com a Korn Ferry.

Bicicleta

Danesi comenta que a Simpress é um termômetro profundo da movimentação econômica do País. “Atuamos em todos os segmentos da economia e nossa cobrança é pelo volume de páginas impressas e digitalizadas. Quanto mais atividades do cliente, mais páginas produzidas. No momento de grave crise, sabíamos que perderíamos o faturamento”, afirma.

O executivo cita os casos de cinco grandes clientes no setor industrial. No pico da demanda de negócios, entre 2012 e 2013, a Simpress chegou a faturar R$ 800 mil por mês com esse grupo. Com a queda do PIB em 2015 e 2016, o faturamento do grupo caiu para menos de R$ 300 mil.

Para mitigar as perdas iminentes, a empresa adotou estratégias comerciais agressivas para compensar mirando a conquista de clientes. Para isso, foi criada em 2015 a estratégia bicicleta. “Ela foi impulsionada para toda empresa para envolver todos os funcionários, de forma que conseguíssemos dar um impulso para compensar a queda. Isso permitiu que, mesmo com a queda, a quantidade de contas que ganhamos nos últimos três anos nos permitiu manter a rota de crescimento.”

Segundo o executivo, foram 150 novos clientes nos últimos clientes e, com isso, a empresa soma hoje cerca de mil clientes. “Tivemos 20% de crescimento da base de clientes.”

Aquisições

Os desafios da crise não bastavam para a Simpress. Ao mesmo tempo, a companhia passou por dois processos de aquisições, algo que consolidou a liderança da companhia no setor, bem como permitiu assumir a liderança na venda de impressoras multifuncionais no País. Mas os processos trouxeram novos desafios extra de choque de cultura e adaptação.

Em 2014, a Samsung – importante fabricante de impressoras, mas com baixa presença em vendas de soluções e prestação de serviço -, se interessou pela compra da Simpress, justamente para preencher essa lacuna.

Dois anos depois, a HP comprou a divisão de impressoras da Samsung, com todas suas subsidiárias. Após cerca de um ano de aprovações regulatórias, a Simpress passou a ser subsidiária HP em novembro de 2017.

Em ambos os processos, a Simpress se manteve independente e sua operação não sofreu alterações, o que, para Danesi, mostra que a atuação da companhia está consolidada.

“A decisão estratégica em ambas as decisões foi: a Simpress funciona bem, tem liderança absoluta de mercado, então vamos manter as operações para não afetar na agilidade de mercado da companhia”, lembra.

Comunicação interna

Manter o bom andamento e, sobretudo, o crescimento da empresa em meio aos desafios macroeconômicos e de aquisições exigiu grandes esforços da liderança da Simpress. Foi onde a atuação de Danesi poderia fazer a diferença.

A principal estratégia foi a adoção de um trabalho sólido de comunicação interna. “Foi uma grande mudança, sair de uma situação de empresa societária brasileira e migrando para global de origem coreana (e depois norte-americana). Existia um risco de mudança grande que poderia impactar no quadro de colaboradores”, conta.

Na lista de prioridades estruturadas para maximizar as chances de sucesso, o envolvimento dos times foi prioritário. “Deixamos claro, de forma transparente, todas as etapas do processo”, lembra.

Uma das analogias usadas foi a história de uma ponte, que em um lado estava a antiga atuação da Simpress e, do outro, a nova estrutura societária. “Precisávamos percorrer essa ponte, com todos os desafios. Uma ponte para uma nova história.” “Construímos uma série de exemplos de desenvolvimento interno para manter as pessoas 100% engajadas no processo e elas se tornaram protagonistas das mudanças”, conclui.

Finalistas da categoria

1º Vittorio Danesi – Simpress

2º Marco Stefanini – Stefanini

3º Ideval Munhoz – T-Systems

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