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Todas as funcionalidades do banco na palma da sua mão. É isso que o cenário tecnológico, Open Banking, propõe aos clientes de instituições financeiras. Além da praticidade de acesso à conta bancária, essas plataformas digitais permitem a integração de aplicativos com os serviços por meio da abertura de interfaces de programação de aplicativos (APIs – Application Programming Interface).
Para esse processo de transformação digital, as APIs são a chave, pois expandem as possibilidades dos serviços e facilidades ao usuário – o que, consequentemente, eleva taxa de fidelização dos clientes. De acordo a pesquisa 2018 Global Payments Insight Survey: Retail Banking¹, da ACI Worldwide e da Ovum, o cenário de Open Banking tem conquistado espaço rapidamente em nossa atual conjuntura econômica, afinal, 87% dos bancos planejam investir em APIs abertas e 73% estão dispostos a abrir suas APIs para desenvolvedores terceiros.
As APIs permitem que empresas e desenvolvedores conectem os seus sistemas aos dos bancos, para realizarem transações e oferecerem outros serviços úteis aos correntistas de forma segura e automatizada. Um aplicativo de controle de gastos, por exemplo, pode conectar-se diretamente aos sistemas do banco e a partir dos dados de gastos, rendimentos e investimentos do usuário – disponibilizados pela instituição financeira – apresentar relatórios estruturados e amigáveis de gastos por segmento de consumo e projeção de investimentos ao usuário.
Porém, antes de expor os dados por meio das APIs abertas ou restritas a parceiros, é preciso estruturar a estratégia de segurança que sempre foi um dos principais desafios quando o assunto é expor informações. A estratégia para a segurança das APIs pode ser composta por, pelo controle de acesso e auditorias, para nos certificarmos de que quem acessa a API é realmente quem diz ser e não um acesso ilícito para fins fraudulentos por exemplo, além de uma da preocupação à privacidade dos dados que são disponibilizadas ao usuário, que podem ser protegidos com criptografias.
As instituições financeiras devem priorizar e garantir que os dados privados dos usuários não sejam expostos. Inclusive, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) busca assegurar que as empresas garantam a privacidade dos dados pessoais das pessoas. Essa é aplicada a todos os setores da economia e as empresas que não estão observando-a, podem ser advertidas, multadas, e até ocorrer o bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração.
A nova estrutura da economia e o perfil digital dos consumidores exige mudanças por parte das empresas. As APIs chegaram para viabilizar esse caminho e trazer infinitas possibilidades. Embora ainda haja um caminho de evolução na cultura consolidada do mercado financeiro rumo ao Open Banking, o modelo atual de eventual atendimento da “old school” não precisa ser descartado completamente. Em transições, é comum ocorrer a concomitância de modelos, até que se estabeleça uma nova ordem comercial.
De fato, o avanço do Open Banking é irrevogável. As empresas serão conhecidas por seu impulso por mais inovação e integração com os usuários. Empresas que não se moverem a essa realidade de mercado certamente perderão clientes e espaço para os concorrentes não tradicionais. Desta forma, abrir portas para uma verdadeira transformação digital é a forma para que os bancos continuem atuando nesse mercado cada vez mais competitivo e exigente.
*André Toledo é sócio-diretor da SEC4YOU
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