Escassez de mão de obra em TI esbarra em evasão escolar

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Escassez de mão de obra em TI esbarra em evasão escolar

A escassez de mão de obra qualificada na área de TI é assunto latente dentro das corporações, mas esse cenário torna-se cada vez mais crítico uma vez que a formação profissional não tem acompanhado o aumento da demanda por estes profissionais. Este foi o resultado da pesquisa “O mercado de profissionais de TI no Brasil?, realizada pela Brasscom.

O estudo, elaborado pela RCR, empresa de consultoria e gestão empresarial, feita com profissionais de TI dos principais mercados do setor no País (São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul), identificou que estes estados demandarão 78 mil profissionais em 2014, mas apenas 33 mil profissionais concluirão o curso superior.

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Dos estados pesquisados, São Paulo tema realidade mais preocupante. No ano de 2010, a contratação de profissionais de TI foi de 14 mil profissionais, porém, as universidades formaram 10 mil estudantes. A evasão escolar na área de TI é fator preocupante, chegando à marca de 87% em 2010. Em São Paulo, entre os anos de 2007 e 2009, dos 76.459 matriculados nos cursos de TIC apenas, 10.174 concluíram, o que representa 13,3% do total. No Rio de Janeiro, dos 26.120 matriculadas, apenas 3.474 concluíram o curso, média de evasão escolar também de 13,3%. Em 2014 apenas os estados BA, DF, RJ e MG poderão apresentar abundância de mão de obra qualificada.

Outro problema apontado pela pesquisa é que o Brasil possui muito mais instituições privadas do que públicas que oferecem cursos de TIC. Das 584 instituições de curso superior relacionados à TIC, 478 são privadas, ou seja, 84,6% das universidades são pagas.

Segundo dados do estudo, as maiores demandas de profissionais de TIC por função, entre 2003 e 2010, foram: analistas desenvolvedor de sistemas, analista de suporte, programador de sistemas de informação, técnico em manutenção de equipamento, help desk e engenharia da computação. Esses cargos representam 93% das contratações no país.

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